A Espanha é novamente a dona do planeta bola. Em uma final tensa e de amplo domínio europeu, a Fúria venceu a Argentina por 1 a 0 na tarde deste domingo, 19, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e conquistou a Copa do Mundo de 2026.

O gol do título saiu apenas no segundo tempo da prorrogação, do pé esquerdo de Ferran Torres, coroando uma campanha irretocável e castigando uma Albiceleste que não deu sequer um chute a gol nos 90 minutos, mas lutou bravamente com um jogador a menos desde o fim do tempo normal.

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Lionel Messi, que buscava o bicampeonato em sua terceira final e sexta participação em Copas, chorou na saída de campo, extenuado por uma partida em que pouco tocou na bola. Aos 39 anos, o astro formado em La Masia, as categorias de base do Barcelona, provou do próprio veneno diante do país onde viveu a maior parte de sua vida.

Se Messi chorou de tristeza em sua provável despedida, Lamine Yamal, que já fora campeão europeu em 2024, alcançou seu primeiro título mundial aos 19 anos. Mesmo sem ter tido atuações brilhantes, o jovem filho de imigrantes africanos já colocou seu nome na história do futebol, ainda no início de sua carreira.

Nico Williams e Ferran Torres celebram o gol da Espanha na final diante da Argentina ( EFE/EPA/RONALD WITTEK)

Rodri Bola de Ouro

Depois de receber a segunda taça de sua história, igualando o bicampeonato de França e Argentina das mãos do presidente americano Donald Trump, a Espanha ainda viu três de seus atletas receberem os troféus individuais desta edição.

O melhor jogador da Copa do Mundo de 2026 foi o capitão da Espanha Rodri que, em 2024, recebeu o prêmio da Bola de Ouro da revista France Football.

Embora não tenha marcado gols ou realizado assistências, o volante foi o líder no quesito passes certos, o que o deixou com a maior nota defensiva entre todos os atletas que disputaram o torneio.

E a festa espanhola foi completa quando o assunto é troféus. Isso porque o zagueiro Pau Cubarsí, de 19 anos, conquistou o prêmio de melhor jogador jovem da Copa do Mundo de 2026.

Para completar a trinca, Unai Simón levou a taça Luva de Ouro após levar apenas um gol, contra a Bélgica, durante todo o Mundial.

Cubarsí, Rodri e Unai Simón recebem premiações da Copa do Mundo de 2026

Cubarsí, Rodri e Unai Simón recebem premiações da Copa do Mundo de 2026 (Reprodução/X/SEFutbol)

Controle espanhol: como foi o jogo

A narrativa da partida foi desenhada desde o apito inicial: a Espanha com a posse de bola, ditando o ritmo, enquanto a Argentina se fechava à espera de um contra-ataque. O goleiro Unai Simón foi um mero espectador durante os 90 minutos, assistindo de longe à pressão de seus companheiros. Do outro lado, Dibu Martínez começou a construir sua figura de herói trágico logo aos seis minutos, fazendo grande defesa em finalização de Lamine Yamal.

Na etapa complementar, o roteiro se intensificou. A Fúria encurralou os sul-americanos e empilhou oportunidades. Dani Olmo e Cubarsí testaram os reflexos do arqueiro argentino, que se agigantava a cada investida. A Albiceleste, desgastada por duas prorrogações anteriores no torneio, mal conseguia passar do meio-campo com a bola dominada.

Expulsão fatal e o drama argentino

O momento que mudou definitivamente os rumos da decisão ocorreu nos acréscimos do segundo tempo. Aos 48 minutos, Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um homem a menos, a missão da Argentina, que já era difícil, tornou-se um teste de sobrevivência extrema para forçar as penalidades.

Logo no início da prorrogação, Dibu Martínez operou um verdadeiro milagre ao espalmar uma cabeçada à queima-roupa de Nico Williams, mantendo o zero no placar e a esperança sul-americana viva na base da raça.

O golpe para a eternidade na prorrogação

A resistência argentina, no entanto, encontrou seu limite no segundo tempo do tempo extra. Aos dois minutos, a paciência espanhola foi recompensada. Após bola alçada na área, Nico Williams ajeitou de cabeça e Ferran Torres, que havia entrado no decorrer da partida, encheu o pé para estufar as redes e explodir a torcida vermelha no MetLife Stadium.

Ferrán Torres chuta de esquerda para marcar o gol da Espanha na final da Copa de 2026 diante da Argentina (EFE/EPA/SARAH YENESEL)

Nos minutos finais, a Argentina foi para o tudo ou nada, esgotando as últimas energias. A equipe de Lionel Scaloni ainda teve a chance do empate nos pés de Simeone, que isolou a bola na pequena área após cobrança de escanteio de Messi, e viu Cubarsí salvar um lance crucial de carrinho. Ao apito final, a Espanha celebrou o merecido bicampeonato mundial, repetindo o feito de 2010, enquanto a Argentina se despediu do sonho do tetra.

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