A demissão do técnico Fernando Diniz, oficializada nesta quarta-feira, 7, logo após a sétima derrota consecutiva no Brasileirão, coloca o Corinthians sob forte pressão interna e externa. Embora a equipe ainda se mantenha fora da zona de rebaixamento, a permanência no atual posto depende diretamente do desfecho de dois clássicos regionais para que o clube passe o feriado sem ingressar na área de degola.
Caso ocorra um vencedor no clássico Gre-Nal e o Corinthians perca o Derby diante do Palmeiras, o time fechará a rodada dentro do Z4. Ambas as partidas ocorrem no domingo, 11, às 17h30.
Diante da necessidade de anunciar um substituto para liderar o elenco nas rodadas decisivas, a diretoria avalia o mercado em busca de um perfil capaz de reverter o cenário estatístico negativo. O argentino Ramon Díaz surge como favorito.
Historicamente, intervenções na comissão técnica nesta altura do campeonato raramente evitam o descenso, mas o retrospecto recente dos pontos corridos apresenta exceções. Relembre três ocasiões em que a troca de comando após a 29ª rodada surtiu efeito e garantiu a permanência na Série A:

1. Vagner Mancini (Red Bull Bragantino – 2025)

Mancini assumiu o Bragantino na 31ª rodada – Foto: Giovana Baccin/Agif
- Contexto da chegada: Contratado no dia 30 de outubro de 2025 para dirigir o clube nas 8 rodadas finais (31ª a 38ª rodada), substituindo Fernando Seabra. O time paulista vinha em queda livre, ameaçado pela zona de rebaixamento.
- Antes da troca: Sob o comando de Seabra, o aproveitamento geral acumulado era de 40,4% dos pontos (18 vitórias, 14 empates e 24 derrotas em 56 jogos na temporada).
- Depois da troca: Mancini estabeleceu um contrato curto de tiro rápido. Em 8 jogos no Brasileirão, obteve 50% de aproveitamento (4 vitórias e 4 derrotas). A equipe somou os pontos necessários, encerrou em 10º lugar com 48 pontos e assegurou não apenas a permanência como uma vaga na Copa Sul-Americana.
2. Paulo Autuori (Cruzeiro – 2023)

Paulo Autuori assumiu o Cruzeiro na 32ª rodada – Foto: Divulgação/Cruzeiro
- Contexto da chegada: Assumiu o comando interino do clube em 14 de novembro de 2023 para as 6 rodadas finais da Série A, substituindo Zé Ricardo após a equipe ingressar no Z4. Autuori exercia o cargo de diretor técnico e desceu para a beira do gramado.
- Antes da troca: O treinador anterior deixou a equipe mineira com um aproveitamento de 36,6% (3 vitórias, 2 empates e 5 derrotas em 10 partidas disputadas). O Cabuloso estava na 17ª colocação com 37 pontos na tabela.
- Depois da troca: Autuori comandou os 6 jogos restantes de forma invicta, alcançando 55,5% de aproveitamento por meio de 2 vitórias e 4 empates. O Cruzeiro saltou da zona de rebaixamento, terminou em 14º lugar com 47 pontos e garantiu vaga na Sul-Americana.
3. Abel Braga (Internacional – 2025)
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Abel Braga dirigiu o Inter nos dois últimos jogos do Brasileirão – Ricardo Duarte / Internacional
Contexto da chegada: Contratado em regime de urgência absoluta para dirigir o clube exclusivamente nas 2 últimas rodadas do campeonato (37ª e 38ª), sucedendo Ramón Díaz. O time gaúcho ocupava a 17ª colocação com 41 pontos.
- Antes da troca: A comissão técnica de Ramón Díaz registrou um aproveitamento de 35,9% dos pontos disputados, obtendo 3 vitórias, 5 empates e 5 derrotas ao longo de 13 partidas.
- Depois da troca: Abel Braga comandou a equipe nos dois confrontos decisivos atingindo 50% de aproveitamento – uma derrota por 3 a 0 para o São Paulo e uma vitória por 3 a 1 sobre o Red Bull Bragantino no Beira-Rio. O triunfo final elevou o Internacional para a 16ª colocação com 44 pontos, livrando o clube do descenso por um ponto de diferença e tornando o Internacional o primeiro clube a entrar na última rodada do campeonato na 18ª colocação e escapar do rebaixamento.








