A Comissão Eleitoral do Sport Club Corinthians Paulista reconsiderou sua posição inicial e deferiu a inscrição de Sergio Janikian para a disputa presidencial marcada para o próximo dia 28 de novembro. A deliberação favorável ao empresário ocorreu após a apresentação de recurso fundamentado na anulação de sua condenação em segunda instância no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), fato que restabeleceu as condições de elegibilidade do associado junto aos órgãos de controle do clube.
Reviravolta jurídica e condicionante nas urnas
O indeferimento prévio da chapa havia sido respaldado em sentença anterior do Judiciário catarinense relacionada a crime contra a ordem tributária. Com a invalidação do acórdão no dia 30 de outubro, a defesa comprovou a inexistência de pendência definitiva no momento da análise, levando o colegiado corintiano a acolher o pedido de reconsideração.
Após a confirmação do deferimento, Janikian comemorou o retorno ao cenário eleitoral alvinegro: “Agora é trabalhar, dedicar corpo e alma, conquistar cada voto e resgatar o Corinthians à posição da qual jamais deveria ter saído.”
O trâmite, no entanto, segue sob vigilância estatutária. O processo abrirá um novo prazo de 24 horas para eventuais impugnações por parte de sócios do Parque São Jorge. Além disso, como o empresário será submetido a um novo julgamento pelo TJ-SC, a comissão emitiu recomendação expressa para que, na hipótese de nova condenação antes da votação, a chapa seja prontamente removida das cédulas oficiais.
Corrida com cinco vias e desafios do próximo triênio
A reintegração de Janikian reconfigura o quadro político alvinegro, totalizando cinco candidaturas formalizadas para a sucessão presidencial: André Castro, Ilmar Schiavenato, José Augusto Mendes, Rozallah Santoro e o próprio Sergio Janikian.
O mandatário eleito pelos sócios assumirá a administração do Parque São Jorge para o triênio 2027-2029. Entre os principais desafios imediatos da futura gestão estarão a reorganização financeira para estancar o endividamento do clube — atualmente avaliado em mais de R$ 2 bilhões —, a pacificação dos bastidores políticos e a recuperação do protagonismo esportivo do futebol profissional.









