O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar nesta sexta-feira, 17, durante um evento na Trump Tower, sobre a polêmica anulação do cartão vermelho para o atacante americano Folarin Balogun.

O político detalhou a sua conversa com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para reverter a punição ao jogador para a decisiva partida diante da Bélgica, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, e classificou a decisão tomada pela entidade como o momento mais inesquecível da competição.

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“Estamos reunidos esta noite na cidade de Nova York enquanto aguardamos o confronto final no domingo entre essas duas equipes incríveis, e acho que vai ser algo realmente especial. Este foi um torneio como nenhum outro, cheio de competição acirrada, momentos inesquecíveis e, provavelmente, o mais inesquecível foi quando deram àquele cavalheiro um cartão vermelho”, iniciou dizendo Trump.

“E fui forçado a ligar para o Gianni e apenas fazer uma recomendação. Eu disse: ‘Gianni, gostaria de fazer uma recomendação: deixe o cara no jogo’. Não, eu não disse isso”, brincou, negando que tenha influenciado na escolha de Infantino:

“Na verdade, eu não fazia ideia do que ia acontecer, mas sabem, foi muito melhor da forma como aconteceu porque não há controvérsia. Eles venceram o jogo e nosso time estava com todos os seus jogadores. Você tomou outra grande decisão, se pensar bem. Sei que você nunca vai receber o crédito por isso. Pense se ele não tivesse permitido e eles perdessem, diriam: ‘Teríamos vencido o jogo se tivéssemos nosso melhor jogador.’ Então o Gianni tomou mais uma de suas muitas boas decisões”.

Balogun na eliminação dos EUA para a Bélgica - STEPHEN BRASHEAR/EFE

Balogun na eliminação dos EUA para a Bélgica – Stephen Brashear/EFE

Balogun afirmou que a retirada de suspensão pela Fifa para as oitavas de final contra a Bélgica atingiu a seleção. Em entrevista ao CBS Mornings, o atleta revelou que a equipe foi afetada pela intervenção de Trump junto a entidade.

A situação teve início na vitória dos EUA por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, válida pela fase de 16 avos de final da Copa. Na ocasião, Balogun recebeu o cartão vermelho após revisão do VAR devido a uma falta no zagueiro Muharemovic. Apesar do lance aparentar ter sido sem intenção, o árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou a punição.

Dias após o episódio, Trump contatou Infantino para solicitar a revisão da expulsão. A ação gerou um debate mundial sobre a independência da entidade. Com isso, Balogun, que deveria cumprir suspensão automática contra a Bélgica, teve sua punição retirada e atuou no duelo.

Apesar disso, os Estados Unidos perderam por 4 a 1 para a Bélgica e deram adeus à Copa do Mundo nas oitavas de final. A repercussão do caso, porém, seguiu em alta e gerou debates sobre a situação e a eliminação dos anfitriões do torneio.

‘Sucesso absoluto’

Infantino e Trump não economizaram na troca de elogios em seus discursos. Ao lado da taça da Copa do Mundo, eles subiram a um palco para apresentar números e classificar o evento como o maior torneio de futebol de todos os tempos, definindo-o como um “sucesso absoluto”.

“O sonho americano, senhor presidente, tornou-se realidade. Unimos o mundo”, disse Infantino.

“O senhor não precisa de elogios, presidente, mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso absoluto sem o senhor”, completou em outro momento.

Trump e Infantino discursaram juntos na Trump Tower, em Manhattan - Kevin Dietsch/Getty Images via AFP

Trump e Infantino discursaram juntos na Trump Tower, em Manhattan – Kevin Dietsch/Getty Images via AFP

Trump chamou esta Copa de “um dos maiores eventos esportivos de todos os tempos”, acrescentando que o torneio mobilizou muito mais do que apenas o mundo esportivo.

De acordo com dados divulgados pela entidade, os estádios operaram com capacidade máxima ao longo de toda a competição, impulsionando a expectativa de público total para a impressionante marca de 6,7 milhões de torcedores locais – um recorde absoluto para a história das Copas.

“Ouvimos muitas vezes que vivemos em um mundo dividido e agressivo, cheio de problemas que nos separam”, ponderou Infantino. “Mas se há uma coisa que esta Copa do Mundo nos mostrou e continua mostrando, é que existem muito mais coisas que nos aproximam do que aquelas que nos dividem”.

Na maior Copa do Mundo da história, mais de 102 partidas foram realizadas, restando apenas duas: a disputa do terceiro lugar, entre França e Inglaterra, em Miami, e a final da competição, que ocorre entre espanhóis e argentinos, em Nova Jersey.

O primeiro jogo será neste sábado, 18, às 16h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, enquanto o segundo no domingo, 19, no mesmo horário, no MetLife Stadium.

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