A Argentina vive uma época gloriosa. Desde 2021, sob o comando de Lionel Scaloni, conquistou títulos o bicampeonato da Copa América (2021 e 2024), a Finalíssima de 2022 (contra a Itália, campeã da Eurocopa de 2021) e a Copa do Mundo de 2022.
Embalados, os sul-americanos seguem sonhando com mais um título mundial. Neste domingo, 19, os argentinos disputam a grande decisão da Copa de 2026 contra a Espanha.

Além de consagrar em definitivo o legado de Lionel Messi, o êxito desta Argentina representa uma espécie de redenção para uma geração que, durante anos, conviveu com o peso do fracasso. À beira do campo, a comissão técnica multicampeã é formada por ex-jogadores que vestiram a camisa albiceleste justamente em um dos períodos mais decepcionantes da seleção: o fim dos anos 1990 e toda a década de 2000.

Ayala; Aimar, Scaloni e Samuel conversam no treino da Argentina (Marcelo Endelli/Getty Images)
São eles os ex-zagueiros Roberto Ayala e Walter Samuel e o ex-meio campista Pablo Aimar, auxiliares do outrora lateral Lionel Scaloni. Três defensores e um camisa 10, que integraram o elenco da Argentina nas Copas de 1998, 2002, 2006 e 2010. Os torneios ficaram marcados negativamente na memória do torcedor por campanhas aquém da expectativa, sobretudo em 2002 e 2010.
Durante este período, a seleção amargou vexames como a eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo de 2002 e a goleada sofrida para o Brasil na final da Copa das Confederações de 2005. Os resultados culminaram no longo período de jejum da seleção, que chegou a 28 anos de duração e foi quebrado apenas na Copa América de 2021.

Adriano comemora o quarto gol do Brasil na goleada por 4 a 1 sobre a Argentina na final da Copa das Confederações 2005 – 29/6/2005 –
Walter Samuel, campeão da Champions League pela Inter de Milão de José Mourinho, é o atual responsável pelo treinamento específico de bolas paradas da seleção argentina. O ex-defensor foi um dos principais nomes de sua posição por mais de uma década.
Já Pablo Aimar, que disputou os Mundiais de 2002 e 2006, é o principal dos auxiliares-técnicos. El Mago foi um camisa 10 refinado, sucessor natural de Ariel Ortega e apontado como um dos grandes talentos de sua geração.
Dos três, Roberto Ayala teve a carreira mais longa na seleção, mas também a mais acidentada: ao longo de 15 anos (1993 a 2007), o beque disputou 115 partidas pela Argentina e teve sucesso nos títulos da seleção sub-23 (medalhista de ouro no Pan de 1995 e nas Olímpiadas de 2004). O defensor, porém, falhou em partidas de peso pela seleção.
Ayala perdeu pênalti na eliminação para o Brasil na Copa América de 1999, falhou na marcação de Adriano na Copa América de 2004 e anotou gol contra na Copa América de 2007. Assim como Aimar e Samuel, teve passagem de muito sucesso pelo Valencia no começo da década de 2000.

Scaloni conduziu os argentinos a mais uma semifinal de Mundial – Christopher Neundorf/EFE
O treinador Lionel Scaloni, por sua vez, foi um lateral-esquerdo versátil, campeão mundial sub-20 em 1997 (torneio no qual marcou belo gol contra o Brasil), mas distante do brilho dos colegas. Hoje um dos grandes protagonistas de sua função, disputou apenas uma Copa do Mundo, quando foi reserva do time comandado por Néstor Pekerman, em 2006.









