A iminente contratação de Dani Carvajal pelo Getafe sofreu uma reviravolta expressiva nesta quinta-feira, 8. Livre no mercado após encerrar sua longa trajetória no Real Madrid, o defensor vinha mantendo conversas adiantadas para reforçar o time espanhol, mas o negócio estagnou.

Segundo o jornal Mundo Deportivo, Carvajal aceitou reduzir o seu salário para se adaptar a folha mensal do Getafe, mas exigiu a inclusão de uma cláusula de liberação para janeiro. Por meio desse dispositivo, caso o lateral recebesse uma proposta outro clube durante o mercado de inverno europeu, ele poderia deixar o Getafe de graça.

Resistência da diretoria e obstáculos financeiros

A cláusula gerou insatisfação na diretoria liderada pelo presidente Ángel Torres. O clube avalia que não faz sentido promover um esforço financeiro e para firmar um contrato com uma possível duração de apenas três meses, já que o objetivo da comissão técnica era preencher o corredor direito com estabilidade para toda a temporada.

O entrave contratual soma-se à complexidade burocrática enfrentada junto a LaLiga. A entidade impõe controle rígido por meio de seu Comitê de Valorização, que audita contratos de atletas de renome com passagens recentes por salários elevados para evitar distorções no limite de custo de elenco, deixando o desfecho da transferência em compasso de espera em Madri.

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