Kylian Mbappé e Lionel Messi disputam, primordialmente, o título e a artilharia da Copa do Mundo. A marca negativa é de quem desperdiça mais pênaltis, como fez o francês na classificação à semifinal, nesta quinta-feira, 9, no Gillette Stadium, em Boston, nos EUA. Os dois gênios se juntam e se diferenciam de Bruno Guimarães, que errou a sua cobrança e foi eliminado com o Brasil.

A França enfrenta quem passar de Espanha e Bélgica, que se enfrentam nesta sexta, a partir das 16h (de Brasília). A partida de semifinal acontece na terça, em Dallas, também nos EUA.

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Perder pênalti não é exclusividade de jogadores comuns. E aí entram os extraordinários Mbappé e Messi. O francês perdeu um e o argentino dois pênaltis (contra a Áustria e diante do Egito) nesta Copa. Ainda assim, eles têm oito gols marcados cada neste Mundial, na disputa jogo a jogo pela artilharia geral — o norueguês Haaland aparece logo a seguir com sete gols.

Se é para perder pênalti, melhor que seja como seu craque. Bruno Guimarães está longe disso. Esforçado, bom tecnicamente, talvez até um dos melhores do Brasil no Mundial, pegou a bola para a cobrança na eliminação diante da Noruega. Parou nas mãos do goleiro. Vini Jr., então com quatro gols na Copa, assistiu a tudo de perto.

O técnico Carlo Ancelotti e o próprio atacante justificaram a escolha por Bruno Guimarães. Em um estudo ao longo de um ano, se chegou à conclusão que Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli eram os candidatos que estavam em campo na cobrança. O volante havia batido três pênaltis em tempo normal. Perdeu e naturalmente virou um dos vilões da sexta eliminação brasileira consecutiva.

Mbappé e Messi, no entanto, têm recursos para se recuperar ainda dentro da partida. Já os dois gênios não compactuaram com os próprios erros e buscaram um melhor cenário a qualquer custo. Bruno Guimarães foi até substituído na fatídica eliminação contra a Croácia.

Depois de recuar a bola para o goleiro Bono, empatado em maior defensor de pênaltis na história das Copas, o francês se recuperou e acertou um belo chute para construir a vitória. Na terça, Messi havia desperdiçado a sua segunda cobrança só neste Mundial e assim não sossegou enquanto não entrou ao seu time o que verdadeiramente se esperava dele. O gol que pelo menos empatou a partida. 

O jogo ficou controlado para a França passado o susto. Preocupação mesmo com a substituição de Mbappé, aos 32 minutos do segundo tempo. A Copa do Mundo precisa dos craques na semifinal.

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