Clarence Seedorf voltará a comandar um time de futebol após sete anos longe da função. O holandês foi anunciado como novo técnico do Corinthians na manhã deste domingo, 11, e chega com a missão de livrar o Timão do rebaixamento. O ex-jogador, que fez história por Milan e Real Madrid, tem uma carreira marcante dentro das quatro linhas, mas acumula fracassos na função à beira do gramado.
O novo técnico chega ao Brasil nos próximos dias para iniciar o trabalho no Parque São Jorge. Seedorf terá oito jogos à frente do Corinthians e quase todos os adversários são considerados rivais diretos na briga pela parte de baixo da tabela. A estreia deve acontecer diante do Vitória, dia 19 de outubro, na Neo Química Arena. Da última vez que comandou uma equipe com a missão de evitar a queda para a Série B, não conseguiu evitar.
Em 2018, Seedorf foi apresentado no Deportivo La Coruña, da Espanha. Assinou um contrato curto de meia temporada para livrar o tradicional clube da queda, mas terminou a La Liga dentro do Z4 e não renovou seu vínculo com o clube. Antes, também assumiu trabalhos com expectativas de sucesso e não durou muito no cargo.
No Milan, em 2014, Seedorf iniciou a carreira de treinador com a moral de ser um dos grandes ídolos da história recente do time italiano. Entretanto, ficou apenas uma temporada em San Siro, terminou a Serie A em oitavo lugar e foi demitido, substituído pelo ex-companheiro de time, Filippo Inzaghi. Em 2016, seu desafio foi ajudar o Shenzen FC, da segunda divisão da China, a chegar à elite nacional. Mais uma vez, fez uma campanha abaixo e terminou o trabalho na nona colocação.
O último trabalho, há sete anos, foi na seleção de Camarões. Seedorf ficou menos de um ano no comando e foi demitido após um desempenho abaixo do esperado na Copa Africana de Nações (CAF) no meio de 2019. Desde então, migrou para o trabalho como dirigente. Em 2025, foi anunciado como consultor esportivo do Esteghlal Football Club, além do cargo no conselho de supervisão da Federação Holandesa de Futebol (KNVB).
Somando todos os jogos como treinador, Seedorf tem 63 partidas oficiais. Soma 20 vitórias, 17 empates e 26 derrotas. Um aproveitamento de 42,86%. A título de comparação, o Corinthians soma hoje 36% de aproveitamento no Brasileirão.

Seedorf como técnico do Deportivo La Coruña, da Espanha
Carreira de destaque como jogador
Se o trabalho como técnico deixou a desejar por onde passou, Seedorf tem um currículo de peso dentro campo. Como jogador, tem quatro Liga dos Campeões por três times diferentes, dois Mundiais de Clube, além de cinco ligas nacionais. O holandês atuou por seis clubes: Ajax, Sampdoria, Real Madrid, Inter de Milão, Milan e Botafogo, onde encerrou sua carreira em 2013.
Início no Ajax
Seedorf estreou profissionalmente em 1992 e já na primeira temporada conquistou a Copa dos Países Baixos. Ao longo das três temporadas, marcou 11 gols em 90 partidas e foi peça importante para a conquista da Champions League de 1994/95, além de dois Campeonatos Holandeses e duas Supercopas.
Sampdoria
Apesar da passagem pela Inter e do destaque no Milan, a carreira de Seedorf no futebol italiano começou na Sampdoria. No time de Gênova, fez apenas 34 partidas na temporada 1995/96, com cinco gols e sete assistências. Mas foi tempo suficiente para chamar a atenção do Real Madrid, que o contratou em 1996.
Camisa 10 no Real Madrid
No time espanhol, Seedorf voltou a empilhar títulos. Jogou ao lado de nomes como Roberto Carlos, Fernando Hierro, Guti e Zé Roberto. Entre 1996 e 1999, venceu uma Liga dos Campeões, uma La Liga, uma Supercopa da Espanha e o Intercontinental (que virou o Mundial) de 1998.
Retorno à Itália
Assim como Ronaldo Fenômeno, Pirlo, Ibrahimovic, Roberto Baggio e outros tantos craques, Seedorf jogou pelos dois principais times de Milão. Iniciou a passagem na cidade com as cores da Inter, onde atuou de 1999 a 2002. Seguiu como um jogador de destaque mundial, mas saiu de lá sem títulos rumo ao maior rival, o Milan.
Auge no Milan
Foi com as cores vermelha e preta que Seedorf se consolidou como um craque histórico do futebol. Atuando pelo Milan, voltou a levantar taças de peso, como duas Champions League, dois campeonatos nacionais, um Mundial de Clubes, duas Supercopas da Uefa e duas italianas, além de uma Copa Itália. Foram dez temporadas consecutivas pelos Rossoneros, até quando desembarcou no Brasil.
Fim de carreira no Botafogo
Sua última temporada como jogador foi no Botafogo. Apesar de ter atuado por apenas um ano, conquistou o título do Campeonato Carioca, com a Taça Guanabara e a Taça Rio, além das honrarias de melhor jogador do estadual e a Bola de Prata na Série A daquele ano.









