Botafogo anunciou neste domingo, 22, a demissão do técnico Martín Anselmi, um dia depois da vitória fora de casa por 2 a 1 sobre o Red Bull Bragantino pelo Brasileirão. Rodrigo Bellão, treinador da equipe Sub-20, assume o comando do Glorioso de forma interina.

Com a demissão, Anselmi é o oitavo treinador demitido da Série A do Brasileirão em 2026. Ele se junta a Jorge Sampaoli (Atlético-MG), Fernando Diniz (Vasco), Juan Carlos Osorio (Remo), Filipe Luís (Flamengo), Hernán Crespo (São Paulo), Tite (Cruzeiro) e Juan Pablo Vojvoda (Santos).

Os técnicos demitidos do Brasileirão 2026

  1. Jorge Sampaoli (Atlético-MG)
  2. Fernando Diniz (Vasco)
  3. Juan Carlos Osorio (Remo)
  4. Filipe Luís (Flamengo)
  5. Hernán Crespo (São Paulo)
  6. Tite (Cruzeiro)
  7. Juan Pablo Vojvoda (Santos)
  8. Martín Anselmi (Botafogo)

1 – Jorge Sampaoli (Atlético-MG)

Pressionado desde a reta final da última temporada, sobretudo pelo vice da Sul-Americana contra o Lanús, Sampaoli deu adeus ao Atlético-MG em 12 de fevereiro. A demissão de Sampaoli foi confirmada pelo Galo após um empate em 3 a 3 contra o Remo, válido pela 3ª rodada do Brasileirão. O argentino comandou o clube em 33 jogos, com dez vitórias, 14 empates e nove derrotas.

O também argentino Eduardo Domínguez, ex-Estudiantes, foi seu substituto.

Jorge Sampaoli foi demitido do Atlético Mineiro em fevereiro de 2026 - Juan Mabromata/AFP

Jorge Sampaoli foi demitido do Atlético Mineiro em fevereiro de 2026 – Juan Mabromata/AFP

2 – Fernando Diniz

O segundo nome na fila de demissões foi Fernando Diniz, que vivia momentos de instabilidade no comando do Vasco. O vice na Copa do Brasil de 2025 e a queda de desempenho no início deste ano levaram a diretoria a colocar um ponto final em sua segunda passagem no clube, em 22 de fevereiro. Pelo Cruzmaltino, Diniz disputou 55 partidas, com 20 vitórias, 13 empates e 22 derrotas. Renato Gaúcho assumiu o posto.

Fernando Diniz em coletiva como treinador do Vasco - Matheus Lima/Divulgação/Vasco

Fernando Diniz em coletiva como treinador do Vasco – Matheus Lima/Divulgação/Vasco

3 – Juan Carlos Osorio

O experiente treinador Juan Carlos Osorio foi demitido do Remo em 1º de março, após uma derrota por 2 a 1 diante do Paysandu, válida pela ida da final do Campeonato Paraense. Além do revés no clássico, a instabilidade pesou na decisão da diretoria do Azulino por sua demissão. O colombiano comandou o clube em 14 duelos, com quatro vitórias, oito empates e duas derrotas. Leo Condé é o novo técnico azulino.

Osório comandando o Remo na beira do campo - Samara Miranda / Ascom Remo

Osório comandando o Remo na beira do campo – Samara Miranda / Ascom Remo

4 – Filipe Luís (Flamengo)

Flamengo avançou para a final do Carioca com uma goleada histórica de 8 a 0 contra o Madureira, mas nem isso salvou o técnico Filipe Luís, que acabou demitido logo depois do jogo, na madrugada de 3 de março. A decisão encabeçada pelo presidente Bap causou espanto geral na Gávea e, naturalmente, no elenco de jogadores.

Filipe Luís somou 101 jogos à beira do campo: 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas, com um aproveitamento de 69,9%. Durante o período,  conquistou Copa do Brasil 2024, Supercopa 2025, Carioca 2025, Libertadores 2025 e Brasileirão 2025 – deixando o clube como um dos técnicos mais vitoriosos da história, empatado com Jorge Jesus e Flávio Costa. Ele foi substituído pelo português Léo Jardim.

Filipe Luís no banco em Flamengo x Lanús na Argentina - EFE/ Adan González

Filipe Luís no banco em Flamengo x Lanús na Argentina – EFE/ Adan González

5 – Hernán Crespo (São Paulo)

São Paulo anunciou em 9 de març a surpreendente demissão do técnico Hernán Crespo. O argentino iniciou sua segunda passagem pelo MorumBIS em julho de 2025. Desde então, comandou a equipe em 46 partidas, com 21 vitórias, sete empates e 18 derrotas, e deixou o time na liderança do Brasileirão, com 10 pontos em 12 possíveis. Crespo foi substituído por Roger Machado.

Tapia tem a confiança de Crespo no São Paulo - Rubens Chiri/Divulgação/São Paulo

Crespo no São Paulo – Rubens Chiri/Divulgação/São Paulo

6 – Tite (Cruzeiro)

Então na vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro confirmou em 15 de março, a demissão do técnico Tite junto ao auxiliar Matheus Bachi, Vinicius Bergantin e o preparador físico Fabio Mahseredjian. A decisão aconteceu após o empate por 3 a 3 com o Vasco, dentro do Mineirão, e a derrota por 2 a 0 contra o Flamengo, fora de casa.

Após um trabalho frustrado no Flamengo e uma pausa na carreira, Tite retomou o trabalho neste ano. No entanto, o início de temporada pelo Cruzeiro foi conturbado. Em 17 jogos comandando a equipe mineira, foram 8 vitórias, três empates e 6 derrotas – um aproveitamento de 52,9%. Ele foi substituído pelo português Artur Jorge.

Tite, técnico do Cruzeiro, no jogo contra o América-MG - Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Tite, técnico do Cruzeiro, no jogo contra o América-MG – Gustavo Aleixo/Cruzeiro

7 – Vojvoda (Santos)

Santos anunciou em 19 de março a demissão do técnico Juan Pablo Vojvoda. O desligamento do treinador ocorreu minutos depois da derrota por 2 a 1 para o Internacional, na Vila Belmiro, em confronto válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.  A saída de Vojvoda forçou o Santos a arcar com o pagamento integral do valor estipulado em contrato, válido até dezembro de 2026, estimado em R$ 11,7 milhões. O cálculo é feito com base no salário do treinador, de cerca de R$ 1,3 milhão mensais.

Vojvoda deixou o clube com apenas 43,4% de aproveitamento após 33 partidas, com dez vitórias, 13 empates e dez derrotas. O desempenho ficou abaixo até mesmo dos alcançados por Cleber Xavier (42,2%) e Pedro Caixinha (43,1%), seus antecessores. O novo técnico do Peixe é Cuca.

Vitória na Vila pode dar sobrevida ao técnico argentino no Santos - Raul Baretta/Santos FC

Técnico argentino não obteve sucesso no Santos – Raul Baretta/Santos FC

8 – Martín Anselmi (Botafogo)

Anselmi foi demitido pelo Botafogo em 22 de março, um dia depois de vencer o Bragantino, fora de casa. O técnico argentino, com passagens por Porto e Independiente del Valle, somou 18 jogos no comando alvinegro, com sete vitórias, dois empates e nove derrotas. A eliminação para o Barcelona-EQU na fase preliminar da Libertadores e o mau início no Brasileirão (é o 15º colocado, com seis pontos) abreviaram sua trajetória no Brasil.

Anselmi dirigiu o Botafogo por apenas 18 jogos - Vitor Silva/Botafogo

Anselmi dirigiu o Botafogo por apenas 18 jogos – Vitor Silva/Botafogo