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Euro tem novas candidatos a surpresas; relembre zebras históricas

Oitavas de final do campeonato começam no próximo sábado, 26; chaveamento possibilita prever novas campanhas históricas

As oitavas de final da Eurocopa 2020 começam no próximo sábado, 26. Após uma fase de grupos marcada por grandes jogos e com um sorteio que já colocou frente a frente alguns dos favoritos de forma antecipada, cresce a possibilidade de haver a famosa zebra. Entre as seleções sem tanta badalação que podem ir adiante estão País de Gales, Dinamarca, Suécia, República Checa e Croácia.

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A história da Eurocopa é favorável para surpresas. Portanto, o torcedor das equipes sem tradição pode se apegar no passado e torcer para um sucesso no presente. Assim, relembre cinco zebras históricas da Euro, por ordem cronológica:

Dinamarca – 1992

Jogadores da Dinamarca comemoram gol
Dinamarca bateu a Alemanha na decisão há quase 30 anos Simon Bruty/Getty Images

Esqueça a ‘Dinamáquina’ da Copa do Mundo de 1986 e seu time criativo que encantava. A Dinamarca campeã da Euro de 1992 estava sem grandes estrelas, não era badalada e nem mesmo o torcedor apostaria na vitória.

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A história da campanha teve tons de drama. O início foi em 1990, quando o treinador Richard Moller Nielsen assumiu o comando da seleção dinamarquesa. O técnico, que enxergava o jogo de modo mais defensivo, queria competir contra as grandes potências. Porém, os jogadores não abraçaram o sistema e a equipe não se classificou para a Euro. Os maiores críticos ao modo de jogar eram os irmãos Brian e Michael Laudrup, que chegaram a dizer que não jogariam com o treinador.

Porém, dias antes do início da competição, um conflito na ex-Iugoslávia fez com que a forte seleção ficasse de fora do torneio. Desse modo, a Dinamarca foi convidada e, sem preparação, o treinador Nielsen convocou o elenco. Brian Laudrup, que antes havia brigado publicamente com o treinador, aceitou voltar para o time. Michael, o craque do time, não.

Na fase de grupos, a Dinamarca empatou com a Inglaterra, perdeu para a anfitriã Suécia e conseguiu vaga nas semifinais batendo a França. No mata-mata, eliminou a Holanda de Marco Van Basten nos pênaltis, após empate por 2 a 2. Repleta de lesões e jogadores sem condição física desejável, o time dinamarquês enfrentou na final a atual campeã do mundo Alemanha. Assim, em um dos resultados mais inesperados da história, a Dinamarca venceu por 2 a 0 e conquistou o improvável título na Suécia.

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A história teve roteiros tão gloriosos que virou filme. A produção Verão de 92 narra os bastidores da campanha e pode ser assistido na Netflix. Curiosamente, nesta edição a Dinamarca também está desfalcada de seu principal jogador: Christian Eriksen, que sofreu um ataque cardíaco na estreia.

República Checa – 1996

República Checa e Alemanha
Jan Sucoparek and Pavel Nedved disputam bola com Mehmet Scholl na final de 1996 Mathieu Polak/Getty Images

Em 1993, a Checoslováquia chegou ao fim. Na época da dissolução, a potência esportiva dos tempos áureos da república socialista já não era mais uma realidade. Após a criação da seleção da República Checa, separada da Eslováquia, as boas campanhas no futebol ficaram cada vez mais raras. No entanto, em 1996, logo em seu primeiro campeonato de grande porte como seleção independente, os checos surpreenderam. A seleção era composta por muitos jovens, como Pavel Nedved, que ainda não tinha despontado para o futebol mundial.

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A equipe jogou um futebol organizado e pragmático. Na fase de grupos, perdeu para a forte Alemanha, venceu a então vice-campeã do mundo Itália e empatou com a Rússia. Na fase final, uma vitória por 1 a 0 deixou pra trás o forte Portugal de Luís Figo, que na época já jogava pelo Barcelona. Quando enfrentou a França na semifinal, os checos armaram um ferrolho e pararam Zidane e Djorkaeff, com um 0 a 0 no tempo regulamentar e uma vitória nos pênaltis. Na grande final, a República Checa conseguiu um empate com a Alemanha no tempo normal, mas perdeu no ‘Gol de Ouro’ de Oliver Bierhoff.

Grécia – 2004

Grécia, Eurocopa 2004
Grécia erguei a Eurocopa 2004 em Lisboa liewig christian/Corbis/Getty Images

Em Portugal, a festa foi grega, desde o início, numa das maiores zebras da história. Já na estreia do torneio, no Estádio do Dragão, o time nacional grego venceu os lusos por 2 a 1. No jogo seguinte, ainda empatou com a Espanha. A equipe se classificou para o mata-mata com quatro pontos.

Já nas quartas de final, o adversário foi a França, que defendia o título. O forte ataque francês composto por Zidane, Pires, David Trezeguet e Thierry Henry não foi suficiente para vazar o sistema grego, assim como a defesa francesa não aguentou o oportunista ataque da Grécia: 1 a 0 para a zebra. Nas semifinais, a seleção grega deixou pra trás a República Checa, com gol na prorrogação.

Na final, reencontrou Portugal. Naquela ocasião, no Estádio da Luz, em Lisboa. A seleção portuguesa tinha o jovem Cristiano Ronaldo, acompanhado de Deco, Figo e Pauleta. Porém, o time lusitano, que à época era treinado pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari, sofreu um gol do atacante Angelos Charisteas e não conseguiu reagir.

Islândia – 2016

Jogadores da Islândia comemoram com a torcida
Gritos da Islândia começaram a fazer sucesso na Euro 2016 Shaun Botterill/Getty Images

Em 2016, grande maioria dos jogadores da seleção islandesa não eram profissionais. Nem por isso os representantes da ilha de pouco mais de 300.000 habitantes se amedrontaram no grande palco. Queridinha dos torcedores e apoiada pelos seus amantes, a Islândia terminou a fase de grupos com dois empates e uma vitória. Nas oitavas de final, a campanha histórica continuou, após a seleção islandesa vencer, de virada, a Inglaterra. Porém, o sonho acabou na fase seguinte, quando uma goleada sofrida pra França eliminou a equipe do torneio.

País de Gales – 2016

Bale e seleção de Gales comemoram classifi
Gareth Bale é o líder de uma equipe que segue surpreendendo Clive Rose/Getty Images

Em uma edição que deu espaço para campanhas surpreendentes, o então estreante País de Gales foi o grande assunto. Isso, pois, terminou na liderança de um grupo com a Inglaterra e surpreendeu nos mata-matas. A seleção comandada em campo por Gareth Bale jogou futebol eficiente e não temeu grandes times. Assim, após bater a Irlanda do Norte nas oitavas de final, foi letal contra a forte Bélgica nas quartas de final, vencendo por 3 a 1. O fim da campanha galesa acabou apenas nas semifinais, na derrota para Portugal, que iria ser campeã da Euro, em outro resultado relativamente surpreendente.

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