O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta acusações de abuso de poder e conduta contrária à ética esportiva. Documentos oficiais revelam que parentes do dirigente utilizaram serviços protocolares exclusivos no Aeroporto Internacional de Miami em mais de 125 ocasiões desde o início de 2024, segundo informações do jornal norte-americano New York Post.

Os relatórios protocolares apontam que a esposa e as filhas de Infantino tiveram acesso frequente a privilégios restritos. Entre os benefícios concedidos estavam o uso de filas diplomáticas de imigração, procedimentos de segurança acelerados, transporte em carrinhos elétricos internos e escolta direta de agentes até o portão de embarque.

As normas operacionais do terminal estabelecem que esse tipo de cortesia diplomática é reservado a chefes de Estado, embaixadores e líderes de organizações internacionais de grande porte. Membros da família têm permissão para usufruir da estrutura apenas quando viajam na companhia da autoridade oficial responsável pelo benefício.

Quais foram as irregularidades apontadas nas viagens?

Os registros indicam que a quase totalidade das ocorrências envolveu viagens pessoais da família sem a presença do dirigente da entidade. Em um dos episódios documentados por e-mails corporativos da própria entidade, funcionários do gabinete da presidência solicitaram facilidades no embarque para as filhas do dirigente com destino a Doha, em voo que incluía animais de estimação.

Especialistas em conformidade e integridade no esporte ressaltam que acionar a máquina administrativa de uma organização internacional para atender a interesses privados infringe o Código de Ética da entidade máxima do futebol. Os regulamentos proíbem expressamente o uso de prerrogativas do cargo ou de recursos institucionais para favorecer parentes com vantagens indevidas.

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