A Confederação Asiática de Futebol (AFC) confirmou oficialmente nesta sexta-feira seu apoio à reeleição de Gianni Infantino na presidência da Fifa. O anúncio ocorreu durante o congresso extraordinário da confederação, realizado em Tóquio, consolidando uma reaproximação após meses de atritos entre os dirigentes.
Reaproximação política em Tóquio
O presidente da AFC, Sheikh Salman bin Ibrahim al-Khalifa, abraçou Infantino perante os delegados das federações asiáticas e expressou o compromisso integral do continente com sua permanência no comando do futebol mundial. O gesto representa uma reviravolta em relação a agosto, quando a AFC se alinhou à Uefa e à Concacaf em protesto formal contra planos comerciais do mandatário.
Superação de atritos e olho na eleição
O desgaste anterior decorria de uma proposta avaliada em US$ 4,2 bilhões para negociar fatias de competições da Fifa com investidores privados. Após fortes reações contrárias de lideranças continentais, a iniciativa foi cancelada, e Infantino apresentou um pedido de desculpas perante o Conselho da Fifa em Zurique. Em seu pronunciamento na capital japonesa, Sheikh Salman pontuou que eventuais divergências passadas foram esclarecidas em reuniões recentes e que a região caminha unida.
Caminho aberto para novo mandato
O endosso asiático dá fôlego decisivo à campanha de Infantino para garantir seu quarto mandato à frente da entidade máxima do esporte. Com 47 associações filiadas na AFC, o dirigente suíço aproxima-se com tranquilidade da maioria dos 211 votos mundiais. O prazo regulamentar para o registro de candidaturas se encerra no dia 18 de novembro, e até o momento nenhum adversário formalizou intenção de disputar a eleição marcada para março.





