A consagração de Harry Kane com a Bola de Ouro repercutiu com entusiasmo entre figuras históricas do futebol inglês. O ex-lateral do Manchester United e atual comentarista Gary Neville celebrou publicamente a premiação entregue pela revista France Football ao centroavante do Bayern de Munique e capitão da seleção da Inglaterra, destacando sua postura profissional irretocável e o impacto de sua trajetória esportiva.
‘O melhor que uma segunda-feira pode ser’
Durante um evento beneficente promovido pela English Football League (EFL) em parceria com a empresa de tecnologia Sage, Neville admitiu que o anúncio quebrou sua habitual indiferença em relação às premiações individuais.
“É uma ótima história. Eu estou muito feliz por ele. Eu não me importo com quem ganha a Bola de Ouro todos os anos — não tenho me importado há vários anos. Mas, ontem à noite, com o Salford ganhando de 4 a 2 e o Harry Kane ganhando a Bola de Ouro, é provavelmente o melhor que uma segunda-feira pode ser depois de um final de semana” afirmou o ex-defensor.
Convivência na seleção e elogios à postura
Neville acompanhou de perto os primeiros passos do atacante na seleção inglesa principal entre 2012 e 2016, quando atuava como auxiliar técnico de Roy Hodgson. O comentarista fez questão de ressaltar a dedicação e o padrão de trabalho apresentado por Kane no dia a dia.
“Eu trabalhei com ele por muito tempo. Eu era o assistente técnico do Roy Hodgson por quatro anos e o Harry esteve conosco por todo o processo. Que profissional! Que jogador! Eu sempre o descrevi como feito de ouro. Que grande jogador! É um profissional consistente e confiável. Faz tudo certo para ser um jogador profissional de futebol! Tudo sobre ele é de nível altíssimo!” recordou.
Quebra de tabu de 25 anos
A conquista no London Palladium encerrou uma espera de um quarto de século para os ingleses, tornando Kane o primeiro jogador do país a receber o prêmio desde Michael Owen, em 2001.
O troféu coroa um período de alto rendimento ofensivo, somando 73 gols combinados entre clube e seleção inglesa. Na votação final, o centroavante superou concorrentes de peso como o francês Kylian Mbappé e o espanhol Lamine Yamal, transformando sua consistência como artilheiro na elite europeia no principal reconhecimento individual de sua








