O Santos ainda evita oficialmente o assunto, mas já se preocupa com o seu futuro caso avance na Copa Sul-Americana.

Com vantagem construída para o decisivo jogo da volta das quartas de final com o Atlético Mineiro – que ocorre na próxima quarta-feira, 16 -, o clube ainda não sabe o que fará com o mando de campo se chegar pela primeira vez às semis da competição. A Vila Belmiro não poderá ser utilizada.

A casa santista não atende as exigências do item 4.2.2 do Manual de Clubes da Conmebol, que trata sobre a capacidade do estádio.

De acordo com o regulamento, para a fase semifinal é necessária a capacidade mínima de 30 mil espectadores. Atualmente, a Vila comporta pouco mais de 15 mil torcedores.

Capacidade exigida pela Conmebol em regulamento - Reprodução/Conmebol

Capacidade exigida pela Conmebol em regulamento – Reprodução/Conmebol

Na Vila, o maior público do Santos este ano foi de 15.077 torcedores, registrado no empate sem gols contra o Palmeiras em 2 de setembro, resultado este que desclassificou a equipe da Copa do Brasil. Curiosamente, para os playoffs de oitavas de final, oitavas e quartas, a entidade sul-americana exige capacidade mínima de 20 mil lugares.

A encruzilhada temida pelo Santos se dá caso São Paulo e Corinthians também avancem na Sula e na Copa Libertadores, respectivamente. Desta forma, dificilmente os arquirrivais conseguiriam ceder o campo para uso do Peixe, que dependeria de um “favor”.

Outros palcos como Nubank Parque e Mercado Livre Arena Pacaembu já estão descartados por contarem com grama sintética. Sobraria como provável destino a Arena Barueri, com capacidade para quase 32 mil torcedores.

Preocupa também o vencedor do duelo entre Cienciano-PER e Montevideo City Torque-URU. Os peruanos abriram vantagem com uma vitória por 2 a 0 na primeira partida e são favoritos para ficar com a vaga.

Caso cruzem o caminho santista ou mesmo dos atleticanos, pesa bastante o “fator casa” adversário, encorpado pela altitude de 3.360 metros de Cuzco.

Além de ser um caminho para voltar a disputar uma Libertadores, a Sul-Americana é vista internamente pela diretoria como a competição que pode “salvar o ano” do Santos e também ter influência direta na manutenção da atual gestão, que passa por eleições em dezembro.

Procurado, o presidente Marcelo Teixeira disse que o Santos ainda não discute qualquer tipo de planejamento em respeito ao Atlético Mineiro.

Com a derrota por dois gols de diferença, o Galo precisa de uma vitória pelo mesmo placar a no jogo de volta, na Arena MRV, para levar a disputa para os pênaltis. Se vencer por três gols, assegura vaga direta.

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