A seleção brasileira voltou a vestir azul nesta terça-feira, 29, diante da Austrália, em Brisbane. A cor do uniforme reserva acompanha o time há quase sete décadas e está ligada a um dos grandes episódios da história do futebol brasileiro.
A tradição nasce na final da Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil não pôde atuar com seu uniforme principal, o amarelo. Na decisão daquela edição, quem ficou com o “mando” da escolha da cor foi a Suécia, anfitriã do torneio, após um sorteio realizado pela organização. Assim, restou aos brasileiros encontrar uma alternativa poucas horas antes da partida.

Camisa azul foi utilizada pela primeira vez na seleção brasileira na Copa do Mundo de 1958. Nasceu para não conflitar com o amarelo dos suecos, não repetir o branco do Maracanazzo e foi inspirada no manto da padroeira Nossa Senhora da Aparecida – Divulgação/CBF
A solução foi comprar um lote de camisas azuis em Estocolmo, com camisas que receberam às pressas os números e o escudo da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Chefe da comitiva brasileira, Paulo Machado de Carvalho associou a cor azul ao manto de Nossa Senhora Aparecida. Em campo, o Brasil venceu por 5 a 2 e conquistou o primeiro título mundial de sua história.
Nossa Senhora Aparecida havia sido proclamada oficialmente Padroeira do Brasil pelo papa Pio XI em 1930, após pedido do episcopado brasileiro. Embora o título tenha origem religiosa, o reconhecimento foi além da da Igreja Católica e, em 1980, o governo federal sancionou a lei que instituiu o dia 12 de outubro como feriado nacional em homenagem à santa.









