A estreia contra o Marrocos mostrou que o caminho para o hexacampeonato era mais longo do que se pensava. O jogo contra o Haiti foi uma ilusão para o torcedor brasileiro. Mas o que o técnico Carlo Ancelotti pensa sobre a seleção brasileira que nesta quarta-feira, 24, enfrenta a Escócia pela última rodada do Grupo C? A partida acontece às 19h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami.
Brasil e Marrocos, ambos com quatro pontos, disputam a liderança do Grupo C. O time verde-amarelo leva vantagem no saldo de gols: 3 a 1. Enquanto o Brasil pega a Escócia em um duelo complicado, o Marrocos enfrenta o Haiti, no mesmo horário, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
O que pensa Ancelotti
Ancelotti concedeu uma tardia entrevista coletiva de véspera da partida. Um atraso no voo, devido ao mau tempo, de Nova Jersey para Miami, fez a programação da seleção brasileira se alterar em mais de uma hora. Com respostas rápidas depois das 21h, o treinador explicou um pouco da evolução positiva do Brasil.
O treinador reconheceu que o time deixou a desejar no empate contra Marrocos (1 a 1). Mais do que as palavras, a reação do italiano durante a entrevista, aí sim com respostas atravessadas, entregou que a coisa não estava bem. Naquela oportunidade, o time foi a campo com o zagueiro Ibanez na lateral-direita e o centroavante Igor Thiago na frente.
Já para a segunda partida, o lateral e zagueiro Danilo tomou conta da lateral-direita, com o atacante Matheus Cunha na função de falso 9. O time jogou melhor, é verdade, mas há que considerar a maior fragilidade do adversário.
“Quero ver o jogo que jogamos com o Haiti, porque gostei do jogo. Quero uma confirmação daquele jogo por qualidade, por efetividade na frente, por qualidade no jogo”, disse Ancelotti.
Como vem a Escócia hoje
Ancelotti também dedicou algum tempo a elogiar o vigor físico dos jogadores escoceses o esquema bem armado em um sólido 4-4-2. A Escócia venceu o Haiti (1 a 0) e depois perdeu para o Marrocos (1 a 0) no time do técnico Steve Clarke, que tem o volante Scott Mctominay, do Napoli, como craque.
“Estamos focados em tentar melhorar em todos os jogos que vamos fazer. Acho que se fizermos um bom jogo, estaremos em uma boa situação para o mata-mata. Temos que tentar repetir o primeiro tempo do jogo contra o Haiti, ter intensidade com bola, ter acertos com bola, evitar erros e perdas de bola. Essa é a linha que temos que fazer. A equipe está melhorando no treino, e eu tenho confiança que vamos seguir melhorando”, completou o treinador.
Para fugir de Monterrey
O Brasil enfrentará os adversários do Grupo F caso passe na primeira ou na segunda posição. Holanda, Japão e Suécia são os potenciais adversários.
Caso passe na primeira posição, o time joga em Houston e terá uma logística mais fácil de acordo com o planejamento da comissão técnica. A segunda posição viaja para Monterrey, no México. As duas partidas acontecem em 29 de junho.









