Os uniformes da seleção brasileira para a Copa do Mundo nem tinham sido mostrados e, logo de cara, deram o que falar com um estudo sobre o uso do vermelho na camisa. PLACAR lembrou na época que a ideia contrariava o estatuto da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e não iria adiante também por aspectos políticos em ano de eleição presidencial.
Com as peças lançadas — primeiramente, o modelo 2, em azul; e depois, o modelo 1, em amarelo — as discussões ganharam ainda mais intensidade. O logo da Jordan Brands e o “Vai, Brasa” estampado na nuca foram algumas das reclamações ainda que outros torcedores também tenham gostado dos modelos.
Polêmicas da camisa amarela do Brasil

Divulgação / Nike
Uniforme 1
- O “Vai, Brasa” aplicado na nuca foi considerado uma campanha artificial;
- O termo “Brasa”, estampado nos meiões, não gerou identificação;
- A escolha do amarelo canary, “canário”, utilizado pela designer, abusou do estrangeirismo;
- As aletas em azul-claro, também no uniforme 2, acabaram passando quase despercebidas
Depois da repercussão negativa com o termo “Brasa”, também estampado em partes dos uniformes de treino e aquecimento, o presidente da CBF anunciou que iria pedir a substituição por “Brasil”. Samir Xaud disse que foi pego de surpresa.
A origem do uso do termo Brasa se deu por, em tese, se tratar de uma linguagem irreverente e jovial. O termo ganhou força nas redes sociais e invadiu a cultura urbana no lifestyle.
A designer da camisa, Raquel Denti, disse que ficou surpresa com o teor dos comentários. Em um post numa rede social, ela minimizou as críticas com relação ao produto.
“Sabia que ia lidar com críticas, claro, mas confesso que a natureza das críticas me surpreendeu”, começou Rachel, bastante atacada por sua aparência.
“Se não fosse a franja, ia ser outra coisa sobre ser mulher, padrão ou não, de esquerda ou de direita, feia ou bonita. Uma vez que eu entendi isso, nenhum comentário me afetou mais e inclusive comecei a achar graça dos memes e outros absurdos”, completou a designer no LinkedIn.
Polêmicas da camisa azul do Brasil

Divulgação / Nike
Uniforme 2
- É a primeira vez que o Brasil usa um uniforme tão fora do padrão das últimas Copas;
- A silhueta de Michael Jordan, da Jordan Brands, chamou mais a atenção por ser um jogador de basquete do que pelo ineditismo entre seleções;
- O uso do preto não foi bem entendido pelos torcedores, a imagem no centro represente um sapo venenoso contra os predadores;
- Houve também quem comparece o desenho central com uma imagem demoníaca;
- O meião preto nunca foi utilizado pelo Brasil em competições oficiais;
- O símbolo da CBF, ainda que maior, foi posicionado abaixo do logo da Jordan Brands;
- O tema “Joga Sinistro” é pouco representativo entre os brasileiros.
A Nike, dona da linha Jordan, defendeu, claro, o uniforme lançado para a seleção brasileira.
“Essa camisa de cores vibrantes é tão bonita quanto ameaçadora. Como um sapo-flecha venenoso alertando seus predadores, este uniforme lembra às outras nações que enfrentar o Brasil é por sua própria conta e risco”, diz o texto da campanha.
Valores das camisas do Brasil
O Brasil estreou o uniforme 2 na derrota para a França na última quinta-feira. A estreia da camisa 1 será na terça, em amistoso diante da Croácia.
Ambas as peças estão disponíveis na versão torcedor e jogador, com diferentes tecnologias aplicadas no produto. A primeira custa R$ 449,99 e a segunda, R$ 749,99.












