A designer da Nike responsável pelo uniforme 1 da seleção brasileira para a Copa do Mundo avaliou nesta sexta-feira, 27, as críticas feitas à peça que carrega a campanha “Vai, Brasa”. Rachel Denti, em resposta a uma publicação em uma rede social, disse que ficou surpresa com “a natureza das críticas”.
Conceito criativo e resistência dos torcedores
A expressão “Vai, Brasa” foi desenvolvida com o intuito de modernizar a comunicação da marca e atrair novos nichos de torcedores da seleção brasileira. No entanto, a estratégia enfrentou forte resistência de setores mais tradicionais, que apontaram falta de autenticidade no tom adotado pela fornecedora de material esportivo.
A campanha buscou alinhar a linguagem da marca à estética de influenciadores e plataformas digitais frequentadas pelas novas gerações de fãs de futebol. Apesar do investimento em marketing, a aceitação do termo “Brasa” permaneceu dividida entre os seguidores da equipe nacional, gerando debates sobre a identidade visual do time.
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“Sabia que ia lidar com críticas, claro, mas confesso que a natureza das críticas me surpreendeu”, começou Rachel, bastante atacada por sua aparência.
“Se não fosse a franja, ia ser outra coisa sobre ser mulher, padrão ou não, de esquerda ou de direita, feia ou bonita. Uma vez que eu entendi isso, nenhum comentário me afetou mais e inclusive comecei a achar graça dos memes e outros absurdos”, completou a designer no LinkedIn.
Veto da CBF e impacto nos uniformes oficiais
Devido à rejeição popular e às polêmicas geradas, a CBF optou por vetar a inscrição do slogan nos uniformes oficiais de jogo. A decisão foi um reflexo direto do impacto negativo que a expressão causou na percepção pública da identidade visual da seleção em competições recentes.









