A menos de um ano da Copa do Mundo Feminina, o curta-metragem brasileiro Esperança é uma das atrações do 28º Festival do Rio, com exibições nos dias 8 e 9 de outubro.
Considerado o maior evento de cinema da América Latina, o festival é também um dos principais encontros de profissionais do audiovisual brasileiro.
Com direção de Amora Moreira e Marcelo Pereira, que estreiam nessa função, produção do Combo Studio e apoio da RioFilme, o filme acompanha a trajetória de uma moradora de uma comunidade carioca que desafia barreiras para seguir seu objetivo.
A narrativa retrata parte da realidade vivida por mulheres no esporte, abordando temas como o machismo, a baixa visibilidade do futebol feminino e a constante necessidade de provar seu talento. A trilha sonora é assinada pela Crespo Music, selo audiovisual do AfroReggae.
A première acontece na quinta-feira (8), em sessão fechada no Centro Cultural da Fundação Getulio Vargas (FGV), em Botafogo.
Na sexta-feira (9), o filme chega ao público geral em duas sessões simultâneas, às 14h, no Reserva Cultural Niterói 1 e no Estação Claro Rio 5.
Esperança
A produção dá visibilidade a uma história que ainda se repete dentro e fora dos gramados: a de meninas que enfrentam preconceitos e dificuldades para realizar o sonho de se tornarem jogadoras profissionais de futebol, tendo que enfrentar o machismo, a falta de apoio e investimento, além do preconceito das pessoas próximas.
A produção chega em um momento de fomento do futebol feminino no Brasil, que receberá a Copa do Mundo da modalidade em 2027. O Rio de Janeiro, cidade na qual se passa o curta-metragem, é uma das sedes, com o estádio do Maracanã recebendo, entre outros jogos, a grande final, no dia 25 de julho.
Para Amora Moreira, ‘’Esperança” traz muitas emoções. “A gente vibra, dá uma choradinha e torce junto com o caminhar da história. Mas acho que a parte mais bonita começa quando o filme acaba. Saber que ele está chegando às escolas, encontrando as crianças e despertando conversas me deixa muito feliz”, conta Amora.
Para Marcelo Pereira, co-diretor do curta e sócio do Combo Studio, o reconhecimento é resultado de um trabalho construído com dedicação e criatividade. “Ver esse projeto conquistar espaço em festivais tão relevantes, fazendo aquilo de que gostamos e acreditamos, é extremamente gratificante. Também é uma grande honra representar a animação brasileira no exterior e mostrar a qualidade dos profissionais que temos no país”, celebra.



