“As memórias de Almir Albuquerque, que PLACAR começa a publicar com exclusividade, constituem um documento importante para a fixação da história da fase de ouro do futebol brasileiro”. Essas são as primeiras palavras da edição número 147 da revista impressa, nas bancas em 5 de janeiro de 1973, com o primeiro capítulo da autobiografia Eu e o Futebol, de Almir Pernambuquinho.

Mais de cinco décadas depois, PLACAR apoia o lançamento do livro Ele e o Futebol – A vida de Almir Pernambuquinho, escrita por Wilson Rossato (baixe gratuitamente em PDF ou EPUB). Da mesma forma que a biografia original, esgotada após a morte do ex-jogador de Sport, Vasco, Corinthians, Boca Juniors, Fiorentina, Genoa, Santos, Flamengo e América-RJ, o novo livro é “uma história sem romantismo e despida do folclore pitoresco”.

Chamado tanto de “Pelé branco” (em uma época em que pouco se falava sobre racismo) quanto de “jogador desleal”, Almir se resumia como alguém que ‘jogava duro’, como relembra Rossato. Na primorosa escrita do autor, aliás, detalhes do nascimento em Recife, em 28 de outubro de 1937, do nome com A para seguir a tradição da família, dos primeiros passos no futebol até os detalhes da morte do ex-jogador… Nada passa em branco ao longo das 274 páginas sobre quem se assemelhou com a tragédia grega de Heleno de Freitas (1920-1959) e, em certo ponto, inspirou até mesmo o animal Edmundo (1971) em outra leva de bad-boys do futebol brasileiro.

“Não façam mau juízo de mim”, dizia Almir. “Não sou indisciplinado, nem mascarado. Se, às vezes, me excedo no jogo brusco, é porque a ocasião. Mas, nem por isso, jamais atingi por gosto ou por despeito um adversário.”

Trecho do livro 'Eu e o Futebol', de Almir Pernambquinho - Acervo/PLACAR

Trecho do livro ‘Eu e o Futebol’, de Almir Pernambquinho – Acervo/PLACAR

O “touro indomável” do futebol, em alusão ao apelido do problemático boxeador Jake LaMotta, foi campeão por onde passou ainda que tenha perdido a oportunidade de ser campeão mundial com a seleção brasileira. Não acredita que a convocação para a Copa de 1958 seria boa depois dos dois últimos fiascos do país. Acabou dopado e campeão com o Santos em 1963, tendo agredido Amarildo — que jogava no Milan e teria falado mal de Pelé — e feito um gol na final.

Anti e herói, odiado e amado, bruto e craque, Almir Pernambuquinho é minuciosamente (e bem) biografado por Rossato. As histórias, mesmo as que já estavam em Eu e o Futebol, jamais perderão a magia agora em Ele e o Futebol.

Siga a Placar no GoogleFique por dentro das últimas notícias e não perca nenhum lance.
Seguir no Google

Ele e o Futebol, a Vida de Almir Pernambuquinho

  • Editora: Albatroz
  • Idioma: Português
  • Páginas: 274
  • Formatos: PDF e EPUB