O presidente de LaLiga, Javier Tebas, voltou a criticar a postura dos dirigentes do Real Madrid no cenário europeu. Durante participação nas Primeiras Jornadas Nacionais de Jornalismo e Esporte, realizadas em Vigo nesta segunda-feira, dia 5, o mandatário declarou que os merengues são o clube mais difícil de lidar no futebol espanhol.
“É o time mais rebelde da Espanha porque os dirigentes do Madrid têm uma maneira de entender futebol que eu não compartilho. Na Europa, tem o Al-Khelaifi . Construímos uma marca de futebol incrível em 20 anos e temos que defendê-la; não podemos deixá-la escapar. Nesse trem, há locomotivas, como o Madrid ou o Barça, mas também precisamos dos vagões.”
No encontro, que contou com a presença da presidente do Celta de Vigo, Marián Mouriño, e do prefeito Abel Caballero, o dirigente enfatizou que a discordância central reside na visão de mercado defendida pela diretoria da equipe madrilenha.
Modelo de negócio e defesa do ecossistema
De acordo com o presidente da liga, o modelo comercial construído pelas competições nacionais nas últimas duas décadas corre perigo quando clubes de maior orçamento buscam isolamento político ou vantagens desproporcionais.
“A LaLiga tem 20 times há não sei quantos anos. O problema é que agora há mais competições de seleções, mais jogos de competições europeias, o Mundial de Clubes… Isso está congestionando o calendário e criando um ambiente muito complicado para o futebol.”
Alerta sobre o calendário internacional e Superliga
Além dos atritos locais, Tebas alertou sobre os riscos do congestionamento de datas provocado pela expansão de competições de seleções e do novo Mundial de Clubes.
“Se continuarmos assim, vão destruir o futebol nacional e acabaremos com uma Superliga, que é o que alguns estão deliberadamente buscando. Uma Superliga em ritmo acelerado, que era o que Florentino queria, foi interrompida, mas existe uma Superliga em câmera lenta em andamento . Se não agirmos, teremos um sistema de futebol de duas velocidades.”
O presidente de LaLiga apontou que esse movimento pode consolidar uma divisão no esporte, reduzindo o alcance das competições tradicionais e concentrando receitas em poucos participantes.






