Em entrevista ao jornal italiano Corriere dello Sport, o técnico José Mourinho relembrou a polêmica envolvendo o atacante Gianluca Prestianni e o brasileiro Vinícius Júnior. O caso ocorreu durante o confronto de ida dos playoffs da Liga dos Campeões entre Benfica e Real Madrid, disputado no início de 2026 no Estádio da Luz, quando o atleta argentino foi acusado de ofensas racistas ao adversário.
Na época em que estava à frente do clube português, Mourinho enfrentou intensa cobrança para adotar um posicionamento categórico. Ao revisitar o episódio, o treinador afirmou que o ambiente criado após o desentendimento ultrapassou os limites do debate esportivo e gerou acusações precipitadas.
“Foi um momento muito delicado e difícil para nós porque, no final das contas, Prestianni foi suspenso, mas não por racismo”, declarou o comandante português. “Acabei me tornando uma vítima da opinião pública e, principalmente, de muitos oportunistas, diante de uma situação completamente incontrolável”, disse o técnico.
Mourinho ressaltou a complexidade de gerenciar a crise no vestiário enquanto as versões eram divergentes e não havia imagens com registro labial conclusivo do diálogo entre os dois atletas. De acordo com o treinador, Prestianni sempre sustentou inocência perante o elenco e a diretoria do Benfica.
“Você tem um jogador que diz que aquilo não é verdade e ninguém tem provas de que seja. Não é possível assumir uma postura sem evidências concretas, mas, independentemente do que se diga, a opinião pública assume o julgamento”, afrimou.
“O que eu realmente gosto no final dessa história é que, de um lado, havia um menino fantástico e, do outro, um menino perfeito. Era um problema, mas no final eu consegui conhecer os dois.”, concluiu Mourinho.






