O atacante Memphis Depay, do Corinthians, segue em processo de recuperação de um edema muscular no bíceps femoral da coxa direita e não estará à disposição do clube no duelo desta sexta-feira, 30, contra o Mirassol. Em entrevista coletiva, Seedorf disse que o holandês só deve estar novamente à disposição da comissão técnica para o clássico contra o São Paulo, que acontece na próxima quarta-feira, 4, e pontuou sobre a necessidade de cautela.
“Situações musculares, não podemos ir mais rápido do que ele sente que pode ir. Ele é explosivo, precisava de um trabalho diferente, ele sentiu um pouco nessa transição. Está focado para voltar e ajudar o time”, comentou o técnico.
De acordo com Joanilson Jacobs, fisioterapeuta e especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), a preocupação do treinador é correta, já que a região afetada é constantemente exigida durante os movimentos de explosão, aceleração e mudança de velocidade, características fundamentais para o desempenho do atleta.
“O edema muscular é um acúmulo de líquido no tecido muscular. No caso do Memphis, ele foi identificado no bíceps femoral, um dos músculos do grupo dos isquiotibiais que fica na parte posterior da coxa. Essa musculatura é muito exigida no futebol, principalmente durante as corridas em alta velocidade, nas acelerações e nas desacelerações”, explica Jacobs.
Histórico de lesões
O histórico recente de problemas físicos é outro fator que reforça a necessidade de cautela. Esta é a terceira vez no ano que Memphis precisa se afastar das atividades. Em janeiro, o jogador passou 25 dias realizando um trabalho de reequilíbrio físico e, posteriormente, ficou cerca de dois meses fora dos gramados devido a uma lesão muscular na região anterior da coxa direita.
De acordo com o fisioterapeuta, um dos principais desafios nesse processo é garantir que o atleta esteja preparado não apenas para voltar a correr, mas também para suportar a intensidade de uma partida oficial. O profissional explica que a capacidade de realizar atividades leves, como trotes e exercícios controlados, não significa necessariamente que a musculatura esteja pronta para responder às exigências de um jogo de futebol.
“O retorno aos treinos e aos jogos depende da avaliação da equipe, considerando os sintomas, força, respostas às cargas e capacidade de executar essas ações em alta intensidade”, completa.
O especialista também pontua que, mesmo após receber liberação para atuar, o atacante poderá precisar de um controle específico de sua participação nas partidas. A medida, segundo ele, permite acompanhar a resposta do organismo ao esforço competitivo e avaliar a necessidade de aumentar gradualmente o tempo em campo.
“O atleta precisa recuperar principalmente a capacidade de sustentar os esforços da partida e também da recuperação entre os jogos. Dependendo da avaliação, ele pode começar com menos minutos e aumentar essa participação gradualmente, mas não existe uma progressão única, ela depende da condição do jogador, da resposta aos esforços e da sequência de jogos”, finaliza Jacobs.









