No último sábado, 3, a Ponte Preta foi derrotada por 2 a 0 pelo Cuiabá, na Arena Pantanal, e acabou rebaixada para a Série C. O revés marcou a segunda queda da Macaca em 2026, quando a equipe também caiu para a A2 do Paulistão.

Contando o estadual, a Série B e a Copa do Brasil, a Ponte soma até o momento quatro vitórias, 5 empates e 32 derrotas em 41 jogos, onde marcou 21 gols e sofreu 81.

Os péssimos resultados repetem a pior temporada do time, em 1995, quando também registrou rebaixamento duplo. No entanto, com números melhores: oito vitórias, 10 empates e 22 derrotas em 40 jogos.

Além disso, esse foi o quarto rebaixamento da Macaca desde 2022, momento no qual o atual grupo político no comando da equipe campineira assumiu o poder.

Série B para esquecer

A queda mais recente da Ponte Preta iguala a marca do Duque de Caxias, em 2011, como clube rebaixado como maior antecedência no sistema de pontos corridos na divisão em questão — implementados a partir de 2006.

O clube, inclsuive, registrou o maior jejum sem vencer na Serie B, o de 22 jogos consecutivos. Nesse período, a equipe ainda levou duas goleadas por 6 a 0, para o Vila Nova e o Londrina, além de entrar em campo apenas com jogadores da base contra o América-MG.

Crise financeira

Todo esse cenário esportivo catastrófico teve como pano de fundo uma grave crise financeira na Ponte. Auditorias apontam uma dívida total aproximada de R$ 320 milhões, sem contar débitos de IPTU próximos a R$ 20 milhões.

Somado a isso, o elenco enfrenta meses de salários atrasados acumulados desde 2025, resultando na saída de quase 20 jogadores e punições de transfer ban.

Politicamente, algumas tentativas de transição para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) enfrentaram fortes resistências e foram rejeitadas por associados em assembleia em setembro, aprofundando ainda mais o o clima de incerteza.

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