Após 22 rodadas sem vitória, a Ponte Preta conseguir bater o CRB por 1 a 0, no Moisés Lucarelli, e encerrar o maior jejum já registrado na história da Série B do Brasileirão. A última vitória da Macaca no campeonato havia acontecido em casa, no dia 24 de abril, contra o América-MG.

Mesmo com o triunfo, a Ponte ainda ocupa a lanterna da tabela, com 13 pontos conquistados em 29 jogos. A equipe ainda não está rebaixada matematicamente, mas a situação é considerada virtualmente irreversível.

Vitória da Ponte

Antes da vitória deste domingo, 20, a Macaca ainda carregava a marca de seis derrotas seguidas, nas quais nas quais não marcou sequer um gol. Na última, foi goleada por 6 a 0 pelo Londrina. Não à toa, os atletas do time se ajoelharam no centro do gramado ao apito final, para agradecer o alívio.

“Para muitos é só uma vitória. Para quem está nessa batalha dia a dia, sabe o quanto está difícil. Foi na superação. A entrega está valendo. É importante ir para casa, abraçar sua família, ligar para o meu pai e falar que a gente venceu. É importante dar esse passo para terminar o ano com dignidade”, avalio o volante Rodrigo Souza, em entrevista pós-jogo.

“Talvez seja pouco e simples, mas tem um significado muito grande pelo que a gente está vivendo aqui. Tem sido difícil, mas quem aceitou o desafio de ficar tem honrado”, garatiu o lateral-esquerdo Danilo Barcelos.

Situação da Ponte

Em um dos jogos das seis derrotas consecutivas na Série B, contra o América-MG, em Belo Horizonte, a Ponte Preta chegou a enviar a campo uma equipe formada somente por jogadores da base, para não perder por W.O. Isso porque o elenco campineiro decidiu por paralisação devido ao atraso no pagamento de salários.

A grave crise financeira provocou uma intensa saída de jogadores. O clube registrou dezenas de baixas e sofreu punições de transfer ban (impedimento de registro de novos atletas) da Fifa e da Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF (CNRD).

No entanto, os jogadores encerraram a interrupção no início de setembro, retornando aos treinamentos mesmo sem a quitação dos débitos pela diretoria.

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