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Renato Augusto diz como escolheu Corinthians com ‘paquera’ do Flamengo

À PLACAR, meio-campista conta detalhes da volta ao Timão, em julho de 2021, mesmo com interesse do clube carioca

Em entrevista exclusiva à PLACAR de outubro, o meio-campista Renato Augusto explicou os motivos que o levaram a acertar o retorno ao Corinthians mesmo com o interesse do Flamengo, clube que o formou para o futebol profissional. Pela equipe carioca, o jogador fez 90 partidas e foi negociado em 2008 ao Bayer Leverkusen, da Alemanha.

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Anunciado oficialmente pelo Timão em 22 julho em 2021, o camisa 8 diz que houve uma “paquera” do Rubro-Negro, mas não pensou duas vezes ao ser procurado diretamente pelo presidente Duilio Monteiro Alves. Recentemente, parte da torcida do clube manifestou críticas à opção do técnico Tite em acertar com o Rubro-Negro.

“Eu procurei ouvir propostas, né? E com o Flamengo existia ali aquela paquera: ‘pô, a gente quer, a gente quer’, mas nunca tinha um nada oficial. Eu falei: vou esperar, vamos ver. E o Duilio [Monteiro Alves] veio já com a proposta e falou: ‘está aqui, vamos?’. E da forma como ele já me falou, já veio… não tinha como não falar outra coisa, entendeu? Realmente, o clube quando quer, já vem. E do Flamengo não tinha um ‘vamos’. Era um: ‘vamos ver, interessa, mas aqui, mais lá’. Eu tinha um contrato com o Beijing [Guoan], então vou esperar. E o Duilio quando veio, não tinha como [não aceitar]. Ainda fiquei meio assim, justamente por ter uma história muito grande no clube, mas acabou casando. Deu tudo certo”, disse o jogador, que explicou a escolha pela camisa 8.

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“Chegamos aqui e eu perguntei para ele qual era a ideia do clube porque era uma responsabilidade muito grande voltar. Ele falou: ‘ó, a gente vai montar um time mais competitivo, um time forte’. Foi quando chegou o [Róger] Guedes, o Giuliano e com jogadores que já tinham aqui a gente conseguiu fazer um time forte que chegou já na zona de classificação da Libertadores. Foi um ano legal. E aí foi quando recomeçou a minha história no clube. Quando eu voltei ele ainda falou que tinha a [camisa] 10 e a 8 livres. Aí perguntou qual das duas eu queria, né? Ele falou: ‘ou você continua uma história, ou você recomeça uma história do zero’. Eu falei: ‘Ah, não tem como. A minha história é muito forte aqui com a número 8’. Então a gente seguiu com a número 8”, completou.

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Renato Augusto ainda deu mais detalhes sobre como foi a conversa com o dirigente até o “sim”, deixando um contrato já encaminhado por mais dois anos com o futebol chinês: “Eu tinha deixado em aberto [a possibilidade de voltar], ouvi a proposta para saber. Só que num dia, por um acaso eu estava fazendo o curso da CBF, foi bem no horário, e estava para começar e o Duílio ligou. Aí eu falei: ‘pô, Duilio, pode me esperar?’. Ele falou: ‘ó, Renato, precisava falar com você’. Eu estava entrando online. Falei: ‘me espera, já te ligo, deixa eu só acabar o curso’. Eu liguei para ele: ‘fala, Duilião, não sei o que…’. Eu tinha uma amizade muito grande com ele, foi meu diretor aqui. E ele falou: ‘preciso de um cara que entenda do jogo, que tem essa leitura do vestiário, que me entregue dentro do campo, que seja um líder e esse cara é você. E eu vou fazer o que for para te trazer’. E aí você fica seis, sete meses em casa e recebe um carinho desses. Eu me senti ainda importante, sabe? Eu falei: ‘Duilio, fechado cara. Está fechado'”.

“Aquele momento não tinha mais o que [pensar]. Você recebe uma ligação dessa, de um clube que tenho um carinho mais que especial, que eu amo estar, minha segunda casa. Eu falei: ‘está fechado, te dou minha palavra’. Só que na pandemia estava aquela coisa, não pode mais entrar na China. Pode, não pode. E eu tinha um contrato até o final do ano e tinha mais dois anos já batido lá. Aí gente conversou porque na época não podia mais ir para lá com a família, tinha que ir sozinho, e falei: ‘não, sem minha família não vou’. Conversei com o clube, que entendeu, e a gente rescindiu. Eu já tinha dado minha palavra ao Duilio e já vim para cá”, concluiu.

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Nos próximos dias, PLACAR divulgará outros trechos da entrevista de mais de uma hora, tanto no site quanto no canal de YouTube Placar TV. No papo, ele fala sobre o temor por virar um peso no clube, o possível fim de ciclo de outros veteranos, a idolatria, as comparações com Sócrates, os recorrentes problemas físicos nesta temporada, a ‘Renatodependência’ do time….

O camisa 8 ainda expõe o desejo de virar treinador, a admiração ao trabalho de Fernando Diniz, as críticas que considera exageradas a Neymar, defende Yuri Alberto, conta detalhes sobre o gol perdido contra a Bélgica na Copa de 2018 e a decisão de ter ido para o futebol chinês no melhor momento da carreira.

A edição do mês já está disponível na loja oficial da revista no Mercado Livre e chega às bancas de todo o país nesta sexta-feira, 20. A publicação ainda traz mais duas entrevistas de peso: com o atacante Deyverson, o maluco no pedaço do futebol brasileiro, que diz viver sua melhor versão pelo Cuiabá, e também o inigualável ídolo Zico, o grande craque da geração PLACAR, que relembrou seus 70 anos de vida em fotos na revista.

Capa da PLACAR de outubro com Renato Augusto
Capa da PLACAR de outubro: ‘E agora?’ – Reprodução/Placar 

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