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Renato Augusto defende veteranos do Corinthians: ‘Alguns vão sentir falta’

À PLACAR, meia do Timão falou sobre possível fim de ciclo de nomes como Fábio Santos e Gil e disse que responsabilidade será sempre dos mais velhos

Em entrevista exclusiva à PLACAR de outubro, o meio-campista Renato Augusto, 35 anos, falou sobre um possível fim de ciclo da geração atual de veteranos do Corinthians, liderada por nomes como o goleiro Cássio (36 anos), o zagueiro Gil (36), os laterais Fagner (34) e Fábio Santos (38), o volante Paulinho (35) e o meia Giuliano (33). O camisa 8 disse encarar com naturalidade as críticas recebidas de parte da torcida e afirmou que a responsabilidade por resultados sempre recairá sobre os nomes mais experientes do elenco.

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“Vai chegar uma hora em que cada um vai seguir o seu caminho. Uns vão parar, outros vão para outro clube, o que é uma situação natural. Acho às vezes que [a cobrança] passa um pouco do ponto, como aconteceu com o Gil em Belo Horizonte. Mas como sempre falo: o futebol não te dá tempo para ficar lamentando as coisas. Então não adianta ficar aqui: ‘Ah, porque ele falou isso para mim’. A gente procura fazer bem o trabalho, auxiliar os mais jovens. Não tem muito esse sofrimento quanto a isso. Saber que a responsabilidade é nossa, ganhando ou perdendo quando chegar a torcida aqui, quem vai conversar somos nós. Perdeu o jogo, você jogando ou não, quem vai é você. Então a gente tem que assumir essa responsabilidade, mesmo que em alguns momentos seja um pouco exagerado, mas a responsabilidade é nossa”, disse Renato, que relembrou de momentos semelhantes no início de carreira no Flamengo:

“Como eu acredito que já tenham feito isso por mim há muito tempo atrás, também na minha época de de Flamengo, que eu peguei situações um pouco delicadas. E Fábio Luciano que ia lá e botava a cara e, enfim, você aprende isso. E daqui a algum tempo estes jogadores que estão aqui vão ter que fazer o nosso papel para outros jogadores surgirem. Como eu falei: é nosso papel, não tem muito o que ficar lamentando. Tem que chamar responsabilidade, que é o que a gente procura fazer aqui. E aí vai chegar o momento que vão embora. Acredito que alguns vão sentir falta, outros não. E faz parte do futebol”, completou o meia.

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Ele também analisou críticas ao lateral-esquerdo Fábio Santos, jogador mais experiente do elenco. “O futebol mudou muito, né? E em praticamente todos os jogos, o maior número do time é o do Fábio: distância, velocidade… cara, praticamente tudo é dele. Só que a responsabilidade vai ser sempre dos mais velhos, não tem muito para onde correr. Se sai um gol, a culpa sempre vai ser dos mais velhos. Se a gente perdeu, vai ser dos mais velhos. Isso faz parte. Pode ser que em algum momento, alguns jogadores saiam daqui e o pessoal vai falar: ‘pô, sinto falta agora desse cara’. Torcer para que quando saírem… vou me englomar: quando a gente sair, possam surgir ou chegar jogadores que assumam essa responsabilidade e que possam elevar o nome do clube”.

Renato Augusto deixa futuro em aberto no Corinthians: ‘Não quero ser um peso’ 

Nos próximos dias, PLACAR divulgará outros trechos da entrevista de mais de uma hora, tanto no site quanto no canal de YouTube Placar TV. No papo, ele também fala sobre o temor por virar um peso, a opção pelo clube ao Flamengo em seu retorno da China, a idolatria, as comparações com Sócrates, os recorrentes problemas físicos nesta temporada, a ‘Renatodependência’ do time….

O camisa 8 ainda expõe o desejo de virar treinador, a admiração ao trabalho de Fernando Diniz, as críticas que considera exageradas a Neymar, defende Yuri Alberto, conta detalhes sobre o gol perdido contra a Bélgica na Copa de 2018 e a decisão de ter ido para o futebol chinês no melhor momento da carreira.

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A edição do mês já está disponível na loja oficial da revista no Mercado Livre e chega às bancas de todo o país a partir da próxima sexta-feira, 20. A publicação ainda traz mais duas entrevistas de peso: com o atacante Deyverson, o maluco no pedaço do futebol brasileiro, que diz viver sua melhor versão pelo Cuiabá, e também o inigualável ídolo Zico, o grande craque da geração PLACAR, que relembrou seus 70 anos de vida em fotos na revista.

Capa da PLACAR de outubro com Renato Augusto
Capa da PLACAR de outubro: ‘E agora?’ – Reprodução/Placar

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