O técnico da seleção da Argentina, Lionel Scaloni, não escondeu o abatimento depois da derrota por 1 a 0 para a Espanha neste domingo, 19, na prorrogação, que custou a albiceleste a perda do título da Copa do Mundo.

Desolado, Scaloni desabou em choro ao ser questionado sobre a continuidade do trabalho iniciado em 2018 e disse que precisaria repensar.

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“Precisamos conversar sobre isso. Meu cargo é o emprego dos sonhos de qualquer um. Tentamos dar tudo de nós até o último momento, como comissão técnica, os jogadores também, e acho justo pensar no assunto. Este lugar é maravilhoso, é um emprego dos sonhos. Nunca imaginei que estaria aqui, então, para continuar, muita coisa precisa ser feita. Acima de tudo, precisamos recomeçar, formar um grupo como este, que dificilmente se formará novamente. Isso me dói profundamente. Me desculpem”, explicou o treinador.

Em seguida, ele foi consolado pelo assessor de imprensa da equipe sul-americana e aplaudido por parte dos jornalistas presentes, deixando a coletiva.

Antes da manifestação pública de dúvida sobre a sua continuidade no cargo, Scaloni já mencionado gratidão ao grupo de jogadores pelo feito protagonizado durante mais uma campanha como finalista da competição.

Ele também despistou sobre a possível despedida de Lionel Messi, que aos 39 anos dá indícios de ter feito o seu sexto e último Mundial na carreira: “Não, não me disse (aposentadoria de Messi). A verdade é que não falei com Leo. Vou falar com o presidente. Sei do que quero fazer. Vou cumprir o contrato. Sinto a necessidade também de pensar, porque não sei se vou poder fazer algo tão grande como isso e melhor. Tenho que falar. Tenho que agradecer ao presidente por estar no lugar”.

“39 anos, é incrível. Espero que as pessoas se orgulhem dele, do que ele faz; ele é o melhor jogador de futebol que já pisou num campo. O que ele fez nesta Copa do Mundo é inacreditável”, completou.

Scaloni evitou críticas diretas à arbitragem, mas contestou o primeiro cartão amarelo aplicado a Enzo Fernández, expulso ao final do tempo regulamentar. Segundo ele, caso os argentinos se mantivessem com 11 jogadores para a prorrogação o desfecho da partida poderia ser diferente.

“Acho que o árbitro poderia ter evitado a primeira. Já passou, sem queixas. Mas eu gostaria de ter visto o que teria acontecido se estivéssemos com 11 jogadores. Superamos obstáculos incríveis. Hoje , muitas coisas se combinaram . Não conseguimos fazer os ajustes que gostaríamos. Espero que a seleção possa repetir o que conquistamos. Dói, mas não há nada a reclamar”, concluiu.

Campeão do mundo em 2022, Scaloni comandou a seleção sul-americana a uma guinada, findando um longo jejum em Copas – o último título havia sido em 1986 -, além de conquistar duas edições de Copa América (em 2021 e 2024), a Finalíssima de 2022 e marcos importantes, como a histórica vitória por 4 a 1 sobre a seleção brasileira no último ano, pelas Eliminatórias.

Neste ciclo, foram 40 jogos com 32 vitórias, três empates e somente cinco derrotas. Ao todo, são 104 jogos no comando da Argentina, com 76 vitórias, 18 empates e dez derrotas.

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