Neste domingo, 19, Espanha e Argentina decidem o título da Copa do Mundo de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Será o décimo quinto duelo entre as duas seleções, quase sempre marcado pelo equilíbrio. Até o momento, foram seis vitórias espanholas, seis vitórias argentinas e dois empates.

No entanto, os dois últimos embates entre eles destoam no histórico harmonioso. No dia 7 de setembro de 2010, a Espanha campeã do mundo foi até o Monumental de Núñez, em Buenos Aires, jogar um amistoso contra a Argentina. Messi, Higuaín, Tevez e Agüero marcaram para os donos da casa. Llorente descontou para os visitantes.

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Na volta da delegação espanhola, apenas Sergio Ramos se manifestou, ao saber da importância do triunfo para os argentinos: “Não importa o que publiquem lá. Demonstramos que podemos ganhar título”, desabafou o lateral, conforme reportado pelo Globo Esporte.

Oito anos depois, 2018, a Fúria e a Albiceleste se reencontraram em novo amistoso, dessa vez, preparatório para a Copa do Mundo da Rússia. No estádio Metropolitano, em Madri, a Argentina sem Messi (lesionado) e de Jorge Sampaoli foi goleada por 6 a 1 — o placar mais elástico sobre hermanos, ao lado Tchecoslováquia 6 a 1 Argentina, na Copa de 1958, e Bolívia 6 a 1 Argentina, nas Eliminatórias para a Copa de 2010.

À época o jornal Olé publicou: “Perder um amistoso pode acontecer, faz parte do jogo, mas isso complica todo um momento em que essa seleção, que se classificou no último jogo ao Mundial, necessitava de confiança e de se firmar. Porque sem Messi e contra uma seleção séria, a Argentina deu pena. Foi vulnerável deixando espaço nas costas, e em cada ataque espanhol, havia um cheiro de gol.”

Espanha x Argentina, a final da Copa de 2026

Mais oito anos adiante e chegamos em 19 de julho, data da final da Copa do Mundo de 2026. De um lado, uma Espanha com excelência no jogo coletivo. Do outro, uma Argentina que renasce a cada partida sob o brilho de um incansável Lionel Messi. Na goleada de 2010, ele estava lá. Na de 2018. não.

Dada a consistência apresentada pelas duas seleções até aqui, imaginar a terceira goleada do duelo pode ser encarado como delírio. A Espanha, por exemplo, tomou apenas um gol em sete jogos, enquanto a Argentina mostrou ser capaz de reverter placares quase certos.

Mas, vale lembrar que o futebol, em mágicas ocasiões, chuta probabilidades para escanteio. Ainda mais, no ápice do esporte, que será a decisão da maior de todas as Copas.

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