Andrea Pirlo não será o novo técnico da Itália. Em mensagem publicada em suas redes sociais nesta segunda-feira, 27, o treinador disse que foi informado pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) na noite de domingo, 26, sobre a decisão.
“Por respeito às instituições, à Federação Italiana de Futebol e a todas as pessoas envolvidas, optei até agora por manter o silêncio. Mas, depois de saber na noite de ontem que deixei de ser candidato ao cargo de técnico da seleção italiana, considero meu dever esclarecer alguns pontos […]”, escreveu Pirlo.

A mensagem de Pirlo foi acompanhada de um texto já publicado no domingo, 26, no qual rebateu as acusações devido à sua ligação com a Fonbet, casa de apostas da Rússia. O treinador destacou que a parceria “tem natureza puramente comercial e esportiva”.
Atualmente, Pirlo é o técnico do United FC, dos Emirados Árabes Unidos. O proprietário do clube é Sergey Lomakin, empresário ligado à casa de apostas. O ex-jogador e treinador é garoto propaganda da empresa, conforme relembra o ge.
Na Itália, o caso foi alvo de críticas. Carlo Calenda, por exemplo, líder do partido Azione, se opôs à contratação de Pirlo. “Qualquer pessoa que esteja ou tenha estado a fazer campanha pela Rússia depois de 2022 (ano da invasão da Ucrânia) nunca deveria ocupar um cargo público nacional”, disse, conforme registrado pela CNN.


Texto publicado por Pirlo em suas redes sociais – Reprodução/@andreapirlo21

Texto publicado por Pirlo em suas redes sociais – Reprodução/@andreapirlo21

Texto publicado por Pirlo em suas redes sociais – Reprodução/@andreapirlo21
Confira a mensagem de Pirlo
“Por respeito às instituições, à Federação e a todos os envolvidos, optei por permanecer em silêncio até agora; no entanto, após saber ontem à noite que não sou mais candidato ao cargo de treinador principal da seleção italiana, sinto que é meu dever esclarecer certos pontos.
Nos últimos dias, acompanhei com grande amargura o debate que se desenrolou a respeito do meu nome e da possibilidade de assumir o cargo de treinador principal da seleção italiana.
Ao longo da minha carreira — primeiro como jogador e agora como treinador — sempre conduzi meu trabalho em total conformidade com as leis dos países onde trabalhei e com os contratos que assinei. A colaboração profissional no centro da recente controvérsia surgiu durante o período em que trabalhei nos Emirados Árabes Unidos e é de natureza puramente comercial e esportiva.
Atribuir significado político a essa colaboração implica que eu defendo opiniões que nunca expressei e que não compartilho.
Gostaria de agradecer a Maldini e Leonardo pela estima e confiança que depositaram em mim. Estou bem ciente de sua experiência, seu profissionalismo e do amor que sempre dedicaram ao futebol italiano.
É lamentável que uma decisão baseada em critérios desportivos tenha sido rapidamente arrastada para uma disputa pública que acabou por me atribuir motivos e intenções que não são meus.
O meu amor pela Itália não depende de um cargo específico. Faz parte da minha história e da minha identidade, e permanecerá comigo para sempre.”








