Faltando menos de cinco meses para a divulgação da lista completa de convocados da seleção brasileira para a Copa do Mundo, o técnico Carlo Ancelotti ganhou novas dúvidas para o setor de ataque. A camisa 9 não tem dono e o início de temporada europeia colocou Gabriel Jesus (Arsenal), Endrick (Lyon) e Igor Thiago (Brentford) na disputa.

A inconstância de Richarlison (Tottenham), João Pedro (Chelsea) e Matheus Cunha (Manchester United), os mais lembrados pelo técnico italiano, embaralha ainda mais a briga pelas vagas de centroavante. A próxima data Fifa, a última antes da convocação final, começa em março. Dia 28, o Brasil faz amistoso contra a França no Gillette Stadium, em Boston, e dia 31 encara a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando.

Gabriel Jesus, que marcou dois gols diante da Inter de Milão na rodada desta semana na Champions League, mostrou estar plenamente recuperado da lesão mais grave de sua carreira (LCA) que o manteve afastado por quase um ano.

Em recente entrevista à PLACAR, Jesus refletiu sobre as críticas que recebeu nas Copas de 2018 e 2022, e disse acreditar que ainda há tempo de convencer Ancelotti. “É uma briga sadia, boa. meu foco agora é voltar bem e, se pintar uma oportunidade, tentar agarrá-la. Com a experiência e versatilidade que tenho, sinto que posso ajudar em pelo menos quatro posições do ataque”, afirmou Jesus.

Mais experiente dos concorrentes, Jesus, de 28 anos, já soma 12 jogos disputados, com três gols e uma assistência em seu retorno.

Endrick, que teve suas principais oportunidades no Real Madrid sobre o comando de Ancelotti, também entra forte na disputa com seu ótimo início de empréstimo no Lyon. 

Em entrevista exclusiva à PLACAR de janeiro, o técnico Carlo Ancelotti aconselhou o jogador sobre a importância de definir rapidamente seu futuro no clube espanhol e falou pela primeira vez sobre a possibilidade de o brasileiro ficar fora do próximo Mundial.