O técnico Didier Deschamps apontou a Espanha como favorita para o decisivo confronto que ocorre nesta terça-feira, 14, às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Dallas. Segundo Deschamps, será necessário que a França reduza a margem de erros para surpreender os rivais e chegar à sua terceira final consecutiva de Copa do Mundo.
“Posso confirmar que eles são os favoritos, sim, por tudo o que têm feito. Tirando o primeiro jogo, contra Cabo Verde, a Espanha confirmou o seu favoritismo. Não quero pressionar o Luis [de la Fuente] e a equipe dele, mas as pessoas esperam muito da Espanha. Eles atacam e defendem muito bem. Só sofreram um gol em seis jogos disputados até aqui. Pode ser um jogo espetacular, mas o Luis e eu também queremos defender bem. Com a qualidade ofensiva que eles têm, o jogo será espetacular”, disse Deschamps.

“Mudei minha preparação para me adaptar a diferentes contextos. Esta é a terceira semifinal que jogamos contra a Espanha. Espero evitar erros bobos, mas sempre há muita incerteza quando se fala de futebol. Temos que nos preparar e antecipar”, completou.

Jogadores da França comemoram gol contra o Paraguai nas oitavas de final da Copa – Will Oliver/EFE
Em 2024, pela Eurocopa, a França sucumbiu na mesma fase para os espanhóis. Os Bleus até saíram na frente, com um gol marcado por Kolo Muani – que sequer foi convocado para esta edição do Mundial —, mas permitiram a virada, com gols de Lamine Yamal e Dani Olmo. No ano passado, novamente caíram para os espanhóis em outra semifinal, desta vez da Nations League.
“Conhecemos os pontos fortes do nosso adversário, mas também temos os nossos. O Luis certamente nos estudou. A chave é se os nossos jogadores conseguirão fazer a diferença. Temos que neutralizar as qualidades do adversário. Jogar no um contra um contra os meus jogadores também não será fácil”, afirmou.
Para a partida, Deschamps não quis antecipar se optará pela escalação de Barcola ou Désiré Doué no ataque. Em compensação, antecipou que deve ter o retorno do meio-campista Aurélien Tchouaméni, recuperado de lesão.
“Tchouaméni não estava bem nestas últimas partidas, o risco foi considerado alto demais. Ele está melhor agora, e não é que esteja 100% recuperado, mas é uma semifinal de Copa do Mundo. Faz 15 dias que ele jogou sua última partida. No último jogo não o utilizei porque o risco era muito alto. Agora, ele está disponível”, concluiu.









