Acervo · Copa do Mundo
Copa globalizada: os 130 jogadores que atuam por países onde não nasceram
Casos como o de Embolo, que não comemorou pela Suíça diante de Camarões, e dos irmãos Williams, ecoam as desigualdades do mundo

DOHA – Toda Copa do Mundo é também uma aula de história e sociologia. Por meio dela, em torno dos jogadores, dos treinadores e das torcidas que a movimentam, é possível traçar as contradições de um planeta desigual, o fosso entre os ricos e os pobres, o abismo entre as nações democráticas e as autoritárias — as diferenças, sublinhe-se, que alimentam as correntes migratórias. Não houve, no Catar, retrato mais claro desse caldo de cultura do que o gol solitário feito pelo atacante suíço Embolo contra Camarões, na primeira rodada, na vitória por 1 a 0. Aos 25 anos, nascido em Yaoundé, a capital camaronense, ele é cidadão da Suíça desde 2014. Migrou com a mãe, separada do pai, ainda criança. Buscavam vida mais decente.
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