Cinco gols e uma assistência nos últimos cinco jogos. Esta é a sequência de Flaco López, o argentino que decide quando o Palmeiras necessita, seja em apertados jogos de pontos corridos ou em partidas de mata-mata que poderiam ter outro desfecho.
O atropelo do Verdão sobre o Santos, nesta quarta-feira, 26, passou pelos pés e pela testa do camisa 42. Foi ele quem abriu o placar, no primeiro tempo, ao receber entre zagueiros e volantes do rival, girar o corpo e arriscar com a perna canhota, em chute rasteiro, que ainda contou com uma tentativa falha de intervenção do goleiro Gabriel Brazão.
O gol foi o empurrão necessário para que o Palmeiras criasse dezenas de chances na ida do duelo eliminatório. Flaco, alternando entre meia-atacante e atacante com liberdade para se movimentar, seguiu sendo a bola de segurança para os companheiros. Por cima, é alvo de bolas esticadas. Por baixo, domina o espaço, seja conduzindo ou fazendo o pivô para um companheiro que vem de trás.

Flaco López comemora gol do Palmeiras sobre o Santos – Cesar Greco / Palmeiras
Na etapa final, o argentino fez o seu segundo, o terceiro do Alviverde. Dessa vez, pelo alto, recebendo o cruzamento do compatriota Agustín Giay. Flaco correu em direção à torcida e fez questão de se ajoelhar, para lustrar a chuteira do lateral-direito, que alçou a bola para o cabeceio do centroavante.
Foi o 21º gol de Flaco López em 2026. Em 44 partidas, ainda é um grande gerador de chances para os companheiros, com 11 assistências. É o único entre os jogadores de todos os times do Brasileirão a marcar mais de 20 gols no ano e ainda assistir os companheiros em mais de 10 ocasiões.
De olho na realidade atual, Flaco López vive outro cenário em comparado àquele de seu início no Verdão, como em 2023, quando foi às redes apenas oito vezes. Longe de ser estigmatizado a um atacante bom “apenas” em bolas aéreas, o centroavante aprendeu ser meia, mas também um atacante total.
Por isso, como em 2005, quando PLACAR cravou que o argentino Carlos Tévez, então jogador do Corinthians, o arquirrival do Palmeiras, era o melhor jogador do Brasil, exaltar o destaque palmeirense a esse ponto não é nenhum absurdo. A propósito, sequer é raridade que um porteño brilhe em nossas terras, vide as histórias magníficas de Andrés D’Alessandro pelo Internacional e Darío Conca pelo Fluminense.
Anos depois, é a vez de José Manuel López. Goleador, criador de jogadas e dominante na equipe que mira mais três títulos no ano, Flaco faz com que, novamente, seja possível cravar que o melhor jogador do Brasil é argentino.









