Atlético Mineiro e Grêmio definem neste sábado, 7, um dos finalistas da Copa do Brasil em um duelo tático entre dois profissionais talhados para confrontos eliminatórios. Enquanto o Galo persegue o tricampeonato da competição e o Tricolor gaúcho busca alcançar o hexa, as atenções na Arena MRV se voltam para a área técnica: juntos, Eduardo Domínguez e Renato Gaúcho somam 19 títulos conquistados na carreira, todos erguidos em torneios que envolveram fases de mata-mata.
Trajetórias paralelas e vocação eliminatória
Apesar de pertencerem a gerações distintas, Domínguez e Renato construíram identidades profissionais a partir de clubes onde atuaram como atletas antes de migrarem para os bancos de reservas. Renato estreou no comando técnico em 1996 pelo Fluminense, enquanto “Barba” Domínguez fez a transição de forma imediata em 2015, trocando a braçadeira de zagueiro do Huracán pela prancheta da agremiação argentina.
Em comum, ambos carregam uma marca estatística singular: nenhuma de suas 19 conquistas como treinador ocorreu em ligas puramente de pontos corridos. Todas as taças de suas carreiras dependeram de cruzamentos eliminatórios em pelo menos uma fase do regulamento, consolidando a fama de estrategistas em confrontos decisivos.
O histórico recente do técnico do Atlético

Eduardo Domínguez foi campeão argentino pelo Estudiantes em 2025 – Foto: Reprodução/@edelpoficial
Em 11 anos de carreira como comandante, Eduardo Domínguez mantém um retrospecto expressivo, acumulando oito troféus — média próxima a uma taça por temporada. Seu período de maior visibilidade no futebol sul-americano ocorreu no Estudiantes de La Plata, onde conquistou cinco títulos: a Copa Argentina de 2023, as edições da Copa da Liga Argentina de 2024 e 2025, além de dois Troféus dos Campeões.
Antes de chegar a La Plata e posteriormente assumir o Atlético, o argentino já havia quebrado a seca do Colón com a inédita Copa da Liga de 2021, além de ter vencido a Supercopa Uruguaia e o Campeonato Uruguaio de 2019 à frente do Nacional. No plano continental, Domínguez foi vice-campeão da Copa Sul-Americana de 2015 com o Huracán e parou nas semifinais da Copa Libertadores de 2025 com o Estudiantes, caindo nos pênaltis diante do Flamengo.
A hegemonia copeira de Renato Gaúcho

Renato Portaluppi comandou o Grêmio na conquista do pentacampeonato da Copa do Brasil – Foto: Jefferson Bernardes/AFP
Com trajetória iniciada de maneira consecutiva em 2002, Renato Gaúcho construiu um dos currículos mais laureados do futebol nacional em jogos de tiro curto ao longo de 24 temporadas. Das suas 11 conquistas como técnico, dez foram defendendo as cores gremistas. A única taça conquistada fora de Porto Alegre foi justamente a Copa do Brasil de 2007, erguida com o Fluminense.
Pelo Grêmio, Renato encerrou um jejum histórico de 15 anos ao faturar a Copa do Brasil de 2016, feito que abriu caminho para o título da Copa Libertadores de 2017 e da Recopa Sul-Americana de 2018. O comandante tricolor ostenta ainda seis títulos do Campeonato Gaúcho (2018, 2019, 2020, 2021, 2023 e 2024) e uma Recopa Gaúcha (2023).
Cenário da eliminatória da Copa do Brasil em Belo Horizonte
Graças ao triunfo por 2 a 0 construído na Arena do Grêmio, o time comandado por Renato Gaúcho entra em campo com a vantagem de poder perder por até um gol de diferença para avançar à grande final. Para reverter o cenário e buscar a vaga no tempo normal, a equipe de Eduardo Domínguez precisa vencer por três ou mais gols de vantagem em Belo Horizonte, enquanto uma vitória atleticana por dois gols de saldo leva a decisão para a disputa por pênaltis.









