A treinadora Rilany Silva conduzirá a Seleção Brasileira Feminina Sub-17 na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo da categoria, diante da Coreia do Norte, neste sábado, 7, às 12h, no Marrocos. Além do objetivo de assegurar uma medalha inédita na história do torneio de base para o futebol nacional, a profissional alcançou um marco expressivo no cenário internacional: foi a única mulher entre os quatro técnicos que avançaram às semifinais da competição.
Representatividade e liderança feminina
Em um quadro em que os cargos de chefia técnica ainda são predominantemente ocupados por homens no futebol feminino mundial, a fase decisiva reuniu, ao lado da brasileira, os treinadores Ji Yun-nam (Coreia do Norte), Akeem Busari (Nigéria) e Sadayoshi Shirai (Japão). Para Rilany, o momento reflete a urgência de abertura de oportunidades e qualificação contínua para treinadoras:
“Estar nessa decisão representa reconhecimento, representa uma grande responsabilidade também. Eu, como mulher num cargo de liderança, sei o tamanho da responsabilidade que tenho, principalmente com os jovens atletas, e também da responsabilidade de abrir um caminho para outras mulheres. As mulheres em cargos de liderança existem, mas elas precisam que as pessoas deem oportunidades. Elas precisam de formação, precisam de desenvolvimento e precisam, principalmente, que as pessoas que vão fazer essas escolhas entendam e olhem para elas com uma grande capacidade profissional de exercer a função de liderança escolhida naquele momento”, destacou a treinadora em entrevista à comunicação da CBF.
Aprendizado competitivo e pódio inédito
A comandante avaliou a campanha no torneio da Fifa como um termômetro essencial para identificar gargalos e acelerar o desenvolvimento do futebol de base no Brasil em comparação às potências globais:
“Vivenciar uma Copa do Mundo é sempre uma experiência muito especial. É um ambiente único no seu grau de competitividade, no seu nível de exigência, e é uma grande oportunidade de ver e entender como as jovens atletas estão sendo desenvolvidas, em qual nível as seleções estão e em qual nível nós estamos. É também uma oportunidade de avaliar se somos capazes de competir em um grande palco e o que precisamos fazer para melhorar internamente o nosso nível, para que, quando chegarmos aqui, consigamos competir de igual para igual com qualquer seleção”, completou.
O confronto que encerra a campanha da Amarelinha na competição será realizado no Complexo de Futebol Feminino Mohammed VI, em Salé. Caso supere as norte-coreanas, o Brasil conquistará sua primeira medalha em Mundiais Femininos Sub-17.









