A seleção brasileira masculina sub-17 cumpre sua etapa final de preparação na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), antes de embarcar para o Catar no dia 14 de novembro para a disputa da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista à comunicação da CBF, o técnico Carlos Eduardo Patetuci detalhou a rotina de treinamentos, avaliou a bagagem adquirida em amistosos internacionais e projetou a estreia diante da Irlanda, agendada para 21 de novembro pelo Grupo I.
Ajustes táticos e repertório contra escolas internacionais
O período em território fluminense será utilizado para refinar a mecânica coletiva e simular variações de posicionamento que a equipe pode enfrentar durante o torneio.
“Vamos aproveitar o tempo que tivermos para potencializar o entrosamento dos atletas, testar combinações diferentes e possíveis formações, com vários sistemas. A ideia é aproveitar ao máximo esse período para treinar as possibilidades que podem aparecer na Copa do Mundo”, explicou Patetuci.
O comandante destacou que o intercâmbio com adversários de fora do continente sul-americano foi determinante na formação do elenco. A experiência recente na Suíça, pelo torneio da Uefa contra Espanha e Costa do Marfim, serviu de parâmetro para as exigências físicas e conceituais do torneio da Fifa:
“Foi muito importante enfrentar essas seleções em um momento próximo da Copa do Mundo. Isso nos permitiu conhecer outras culturas futebolísticas. As equipes africanas têm um componente físico muito forte, mas também estão evoluindo tecnicamente e buscando um jogo mais combinado. Já as europeias apresentam um futebol mais organizado. Trabalhamos atividades que reproduzem essas características para chegar preparados a esse tipo de enfrentamento”, afirmou.
Formação de atletas e foco na estreia
Embora ressalte que a busca pela taça seja a meta mandatória da Amarelinha, Patetuci pontuou que o torneio tem peso decisivo na maturação individual dos atletas de 17 anos:
“Em se tratando de Seleção Brasileira, precisamos sempre pensar em vencer e conquistar. Essa é a nossa prioridade. Mas sabemos que a formação do atleta acontece ao mesmo tempo. Cada convocação, amistoso e competição oficial faz parte desse processo”, avaliou.
Sorteado na chave ao lado de Irlanda, Tanzânia e Costa Rica, o Brasil terá como primeiro desafio os irlandeses, adversário que demandará paciência e circulação de bola segundo o treinador:
“Vejo um jogo entre duas escolas diferentes. A Irlanda tem uma equipe mais dura, organizada e fechada. Vamos precisar de muita atenção para superar essa organização”, analisou. Para controlar a expectativa pré-estreia, a comissão técnica vem aplicando trabalhos voltados ao aspecto mental: “São atletas jovens, em formação, e a ansiedade aparece. Estamos trabalhando diariamente o controle mental e emocional, para que tenham tranquilidade e consigam fazer em campo aquilo que treinamos”.








