Edílson, o Capeta. Um dos jogadores mais marcantes dos anos 90 e 2000 completa 56 anos nesta quinta-feira, 17 de setembro.

O atacante baiano conquistou diversos títulos por grandes clubes do país, como Palmeiras, Corinthians e Flamengo, além do pentacampeonato da Copa do Mundo com a seleção brasileira em 2002.

Em junho de 2005, Edílson foi um dos 50 nomes perfilados na edição especial de 35 anos da revista que homenageava Os Maiores Artilheiros. Confira, abaixo, o texto em homenagem ao Capetinha.

Edição especial de Maiores Artilheiros, de Junho de 2005 (PLACAR)

Edição especial de Maiores Artilheiros, de Junho de 2005 (PLACAR)

Atacante por necessidade

Ao contrário da grande maioria dos frequentadores desta lista, Edílson não nasceu atacante. Aliás, durante boa parte de sua carreira, ele jogava na meia, embora sempre ofensivamente. Preferia driblar a marcar gols, e evitava, até, cobrar pênaltis. Até que um dia passou a ser escalado com maior frequência no ataque por Vanderlei Luxemburgo, que, com um elenco curto nas mãos quando treinava o Corinthians, não tinha outra opção. No começo, Edílson não gostou muito da ideia, mas depois começou a marcar mais gols. E não parou até hoje.

Meia ofensivo de origem, Edílson foi fixado no ataque por Vanderlei Luxemburgo, que, no Corinthians, não tinha outra opção. No começo, o craque não gostou muito. Depois, se acostumou e desandou a fazer gols.

Edílson também não explodiu para o futebol tão cedo: antes de aparecer no Guarani, já com 20 anos, passou pelos modestos Industrial-ES e Tanabi-SP. No Campeonato Paulista de 1992, foi um dos destaques da equipe de Campinas. Com seus dribles surpreendentes, sua capacidade de improvisar e boas finalizações, fez uma partida memorável diante do então poderoso Palmeiras, na vitória por 5 x 2, no Brinco de Ouro, ao marcar dois gols. Não demorou muito e o próprio time da capital paulista foi buscar o craque.

Carregando imagem
27 fotos
01 / 27

Final do Paulistão de 1999 foi marcada por briga generalizada após embaixadas de Edilson - ROGERIO PALLATTA/PLACAR

Em 1993,Edílson se apresentou ao Palmeiras e lá comprovou toda sua técnica. Bicampeão paulista e bicampeão brasileiro, ganhou o apelido de Capetinha por infernizar seus adversários. Em excelente fase, partiu para o futebol europeu em 1995. Contratado pelo Benfica, não teve uma boa adaptação. Ficou por lá apenas um ano antes de ser negociado para o Japão. No Kashiwa Reysol, Edílson reencontrou seu bom futebol, sendo o artilheiro da equipe.

No final de 1997, foi repatriado pelo Corinthians. Ex-ídolo no Palmeiras, Edílson logo caiu nas graças da Fiel ao marcar o gol da suada vitória sobre o Flamengo, no Brasileiro, que livrou o time do rebaixamento. Em 1998, com a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo e já fixado no ataque, Edílson viveu outra grande fase. Campeão brasileiro, campeão brasileiro, ganhou a Bola de Ouro da Placar.

Em 1999, na decisão do Paulista, o Edílson entrou definitivamente para a galeria dos imortais alvinegros. Depois de vencer o Palmeiras por 3 x 0 no primeiro jogo, o Corinthians foi com enorme vantagem para o jogo de volta. O arqui-inimigo, que havia eliminado o Corinthians uma semana antes nas quartas-de-final da Libertadores, estava entalado na garganta dos torcedores e jogadores. No segundo jogo, após empatar a partida em 2 x 2, na etapa final, o Corinthians passou a administrar o resultado.

Siga a Placar no GoogleFique por dentro das últimas notícias e não perca nenhum lance.
Seguir no Google