O São Paulo sofreu uma nova derrota no Campeonato Paulista, desta vez no clássico Choque-Rei contra o Palmeiras, por 3 a 1, e agravou ainda mais a crise dentro e fora dos campos. Antes da bola rolar, o técnico Hernán Crespo já havia desabafado sobre o momento da equipe tricolor.

“Chegamos aqui 7 meses atrás. O Casares não está, o Muricy não está, o Belmonte não está, o Carlomagno não está, o doutor não está, o fisioterapeuta não está. Ou seja, mudou tudo: departamento médico, diretoria, presidente… É difícil demais, talvez esteja falando do pior momento da história do São Paulo”, disse Crespo, à TNT Sports.

O desabafo aconteceu ainda antes do jogo. Dentro de campo, o São Paulo até conseguiu ser competitivo contra o rival, mas amargou mais um revés. O Tricolor soma apenas quatro pontos no Paulistão, em cinco jogos disputados, e é o primeiro time fora da zona de rebaixamento.

O São Paulo estreia no Brasileirão contra o Flamengo, no meio de semana, e na sequência enfrenta um novo clássico pelo Paulistão, desta vez contra o Santos, no Morumbis. Na sequência, o Tricolor ainda tem pela frente Primavera e Ponte Preta para evitar um possível rebaixamento no estadual.

São Paulo e a crise fora dos campos

O São Paulo vive uma crise institucional intensa após denúncias de irregularidades financeiras e administrativas que envolveram a gestão de Julio Casares. A situação ganhou repercussão na imprensa e no meio jurídico, colocando o clube sob forte escrutínio de conselheiros, torcedores e autoridades. As acusações incluíram suspeitas de desvios e práticas questionáveis na administração do futebol.

Diante da pressão interna e externa, Casares acabou renunciando ao cargo de presidente, em um movimento que marcou um dos momentos mais turbulentos da história recente do Tricolor. A saída foi vista por muitos como uma tentativa de resguardar o clube e permitir uma apuração mais transparente das denúncias. Assumiu então o cargo máximo Harry Massis.

A situação financeira do São Paulo Futebol Clube também se tornou um dos principais focos de preocupação nos últimos anos. O clube enfrentou déficits históricos, com um prejuízo de R$ 287 milhões em 2024, e a dívida geral se aproximou de quase R$ 1 bilhão, resultado de receitas menores do que o esperado e despesas elevadas com folha e manutenção do elenco.