O zagueiro Michael Owono, atleta do Can Vidalet, da Catalunha, denunciou nesta terça-feira, 3, ter sido vítima de uma onda de ataques racistas, ofensas e ameaças em suas redes sociais.
O defensor foi erroneamente confundido por internautas com o goleiro Jesús Owono, do FC Andorra, atleta envolvido no choque acidental em campo que resultou na morte do atacante Jesús de Miguel, do CD Tenerife.
Apesar de compartilharem o mesmo sobrenome e a nacionalidade de Guiné Equatorial, Michael atua em uma divisão regional e não teve qualquer participação no lance ocorrido na Segunda Divisão do Campeonato Espanhol.
Em comunicado, o jogador prestou condolências à família e aos amigos do atacante falecido e manifestou indignação diante do assédio promovido por torcedores nas plataformas digitais.
“Quero deixar claro que não sou Jesús Owono e não tenho nenhuma relação com o ocorrido. Estão me confundindo por causa do meu sobrenome e, por isso, recebi inúmeras mensagens de ódio, racismo, insultos e ameaças, algo que me machuca profundamente e que condeno veementemente”, declarou o atleta
Ele aindal cobrou maior empatia e o fim da discriminação no esporte. A morte prematura de Jesús de Miguel mobilizou o futebol espanhol nesta terça-feira, 3, motivando notas de pesar de diversos clubes e personalidades da modalidade.
Confira a nota do jogador
Em primeiro lugar, quero expressar meus mais sinceros sentimentos pela morte do jogador do CD Tenerife, Jesús de Miguel, após a dura entrada sofrida na partida contra o FC Andorra.
Meus sentimentos à família, aos entes queridos e a todas as pessoas próximas ao jogador. Neste momento tão difícil, todo o meu apoio e carinho estão com eles. Descanse em paz, Jesús.
Além disso, quero deixar claro que NÃO SOU JESÚS OWONO e que não tenho nenhuma relação com o ocorrido. Estão me confundindo por causa do meu sobrenome e, por isso, recebi inúmeras mensagens de ódio, racismo, insultos e ameaças, algo que me machuca profundamente e que condeno veementemente.
Vivemos em uma sociedade que está cada vez mais doente, na qual o racismo, o ódio e a intolerância parecem ganhar espaço. Não podemos permitir que alguém seja julgado, insultado ou ameaçado pela cor da pele ou pela sua origem. O respeito, a empatia e a humanidade devem estar acima de tudo.
O futebol deve unir, não dividir. O ódio, o assédio e a discriminação não têm lugar em parte alguma, nem no esporte nem na vida.
Obrigado a todas as pessoas que demonstraram apoio, que se preocuparam e que defenderam o respeito neste momento tão difícil. De verdade, agradeço de coração.









