O técnico Eduardo Baptista concedeu entrevista coletiva após a vitória do Internacional sobre o Coritiba por 1 a 0, no Beira-Rio, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Com o triunfo garantido nos acréscimos do segundo tempo, o treinador enfatizou a redução da pressão externa sobre o elenco na briga contra o rebaixamento.
Como o treinador avaliou a superação da equipe?
Durante a conversa com a imprensa, o comandante colorado relatou o ambiente de cobrança que cercou o elenco antes do jogo. Ao resumir o impacto psicológico do gol decisivo na reta final, o técnico desabafou sobre a carga acumulada nos bastidores.
“Saiu um peso do tamanho do Beira-Rio”, afirmou o treinador.
Baptista reconheceu oscilações durante os noventa minutos, mas valorizou o empenho tático e a capacidade de suportar o momento adverso da partida para sair de campo com os três pontos.
“Esta foi a primeira semana em que senti todos muito tensos. Todos muito concentrados, muito imbuídos, mas com aquele clima de que chegou a hora da decisão. Então, foi fundamental para a gente adequar o nosso discurso”, disse.
Impacto da torcida no Beira-Rio
O Inter jogou para mais de 35 mil torcedores diante do Coritiba e a presença nas arquibancadas foi elogiada pelo treiandor. Eduardo Baptista revelou que tentou passar aos jogadores o sentimento demonstrado pela torcida e ressaltou que o gol de pênalti de Alerrandro foi o ‘gol da esperança’.
“É impressionante o que o torcedor colorado fez, abraçou a equipe e isso foi tema da minha preleção hoje. A gente viu os ingressos sendo comprados e eu falava para eles: “os caras lá fora estão acreditando”. Vocês fizeram, eles acreditaram e eles compareceram. É o gol da esperança, é o gol da vida, é o gol de quem luta, é o gol que, mesmo quando as coisas tecnicamente não acontecem, você não desiste nunca. E, nesse momento, eu vejo o Internacional muito forte”, afirmou o técnico.
O que disse Baptista sobre Carbonero e a atuação coletiva?
Ao analisar o desempenho geral, Baptista pontuou que a dedicação supriu as falhas de criação diante do rival paranaense. Para o treinador, o grande objetivo são os jogos em casa, que se tornam partidas inegociáveis para o Colorado vencer e tentar se afastar do Z4.
“Eu vejo o Inter muito forte nesse momento. A gente fez partidas tecnicamente melhores, mas hoje vencemos com a alma.
São cinco vitórias em casa. Já foram três, faltam duas. Em casa, não tem negócio. Nós temos seis pontos a serem disputados e precisamos desses seis pontos”, declarou.
Baptista também comentou sobre a gestão de grupo e a entrada de peças decisivas no segundo tempo para furar a marcação adversária.
“Eu não largo a mão de ninguém. Tenho conversado com o Carbonero sobre a sua característica e também para ele se encaixar naquilo que precisamos. Eu disse que a oportunidade dele ia chegar. Hoje eu precisava do cara do drible”, explicou Eduardo Baptista.









