O Halloween é celebrado em 31 de outubro, data associada a fantasmas, sustos e histórias de terror. No futebol, porém, algumas assombrações não precisam de lendas sobrenaturais: basta lembrar uma derrota que marcou a história de um clube.

No Brasil, os torcedores dos 12 grandes convivem com episódios que continuam alimentando provocações entre rivais. Há o título que escapou nos pênaltis, a vantagem desperdiçada nos minutos finais e o revés que encerrou um sonho continental. Assim, PLACAR relembra 12, um de cada grande clube brasileiro.

Corinthians — eliminação para o Tolima

Com Ronaldo, Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores em 2011 - Daniel Augusto Jr/ Ag. Corinthians

Com Ronaldo, Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores em 2011 – Daniel Augusto Jr/ Ag. Corinthians

A eliminação para o Tolima, da Colômbia, entrou para a história do Corinthians como uma das maiores frustrações. Em 2011, a equipe contava com Ronaldo e Roberto Carlos e vivia momento de reencontrar boa fase. Na pré-Libertadores, porém, empatou por 0 a 0 no Pacaembu e perdeu por 2 a 0 na partida de volta, em Ibagué.

A queda provocou forte reação da torcida e marcou o fim da passagem de Roberto Carlos pelo clube. Ronaldo também anunciou sua aposentadoria meses depois.

Palmeiras — falha de ídolo no Mundial

Paulo Nunes, do Palmeiras, no jogo contra o Manchester United, na finalíssima do Campeonato Mundial Interclubes (Alexandre Battibugli)

O Palmeiras chegou ao Mundial Interclubes de 1999 como campeão da Libertadores e enfrentou o Manchester United, vencedor da Champions League, em Tóquio. A equipe inglesa, que vivia uma temporada histórica, venceu por 1 a 0, com gol de Roy Keane, com falha do goleiro e ídolo Marcos.

O time de Luiz Felipe Scolari teve oportunidades e chegou a marcar com Alex, mas o gol foi anulado por impedimento. Até hoje, a decisão é um dos capítulos mais lembrados por rivais.

Santos — vice do Brasileiro de 1995

Robert, do Santos, no jogo contra o Botafogo, pela finalíssima do Campeonato Brasileiro de 1995, no Pacaembu.

A decisão do Campeonato Brasileiro de 1995 ficou marcada por uma das maiores polêmicas de arbitragem da história da competição. Santos e Botafogo disputaram a final em dois jogos. Na ida, no Maracanã, o time carioca venceu por 2 a 1, em uma partida marcada pela discussão sobre um gol de Túlio. Na volta, no Pacaembu, houve empate por 1 a 1.

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O Botafogo ficou com o título, enquanto o Santos terminou a campanha sob protestos. O Peixe, que tinha nomes como Jamelli, Giovanni e Narciso, voltaria a vencer o campeonato apenas no século seguinte.

São Paulo — o tri que escapou

Muller e Palhinha

Muller e Palhinha, jogadores do São Paulo, na fila para foto para revista japonesa no CT da Barra Funda, em São Paulo (SP) – 19-10-1993

Depois de conquistar a Libertadores em 1992 e 1993, o São Paulo de Telê Santana chegou à final de 1994 com a possibilidade de alcançar três títulos consecutivos da principal competição sul-americana. O adversário era o Vélez Sarsfield, da Argentina.

No primeiro jogo, em Buenos Aires, o Vélez venceu por 1 a 0. Na volta, no Morumbi, o São Paulo devolveu o placar e levou a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, a equipe argentina venceu por 5 a 3 e ficou com o título.

Flamengo — Cabañas em 2008

O Flamengo chegou às oitavas de final da Libertadores de 2008 com vantagem construída no jogo de ida, quando venceu o América do México por 4 a 2, fora de casa. No Maracanã, diante de sua torcida, o time carioca precisava apenas administrar o resultado para avançar.

Porém, o América venceu por 3 a 0, com atuação brilhante do atacante paraguaio Salvador Cabañas, e eliminou o Flamengo. A equipe mexicana marcou o gol que selou a classificação nos minutos finais.

Fluminense — o vice para o LDU

Washington do Fluminense, lamenta penalti perdido durante jogo entre Fluminense 1 x 3 LDU, partida válida pela final da Libertadores - Daryan Dornelles / PLACAR

Washington do Fluminense, lamenta penalti perdido durante jogo entre Fluminense 1 x 3 LDU, partida válida pela final da Libertadores – Daryan Dornelles/Placar

A primeira final de Libertadores da história do Fluminense terminou com um capítulo dramático na história do clube. Na ida, em Quito, a LDU venceu por 4 a 2. Na volta, o Fluminense ganhou por 3 a 1, igualou o placar agregado e levou a decisão para os pênaltis.

Nas cobranças, a equipe equatoriana venceu por 3 a 1 e conquistou o título continental. Thiago Neves, que havia marcado três gols no jogo, perdeu sua cobrança.

Botafogo — a virada do Palmeiras

Histórica virada sofrida para o Palmeiras teve peso em derrocada - Cesar Greco/Palmeiras

Histórica virada sofrida para o Palmeiras teve peso em derrocada de 2023 – Cesar Greco/Palmeiras

Em novembro de 2023, o Botafogo recebeu o Palmeiras no Estádio Nilton Santos em uma partida importante para a disputa do Campeonato Brasileiro. O time carioca abriu 3 a 0 e parecia encaminhar uma vitória para aumentar a distância na liderança.

O Palmeiras reagiu no segundo tempo e venceu por 4 a 3, com show de Endrick. A virada se tornou um marco da arrancada palmeirense e da queda de rendimento do Glorioso na reta final do campeonato. O Alvinegro terminou a competição sem o título, apesar de ter liderado boa parte do torneio.

Vasco — o Mundial perdido no centenário

Em 1998, o Real Madrid bateu o Vasco na final com gol de Raúl - Matthew Ashton/EMPICS via Getty Images)

Em 1998, o Real Madrid bateu o Vasco na final com gol de Raúl – Matthew Ashton/EMPICS via Getty Images)

O ano de 1998 poderia terminar com uma conquista histórica para o Vasco. Centenário, campeão brasileiro de 1997 e da Libertadores de 1998, o clube chegou ao Mundial, em Tóquio, com a possibilidade de coroar uma das fases mais vitoriosas de sua história.

Do outro lado estava o Real Madrid, campeão europeu. Em campo, o time espanhol venceu por 2 a 1, com um gol de Raúl, e ficou com o título mundial. O Cruzmaltino, que tinha nomes como Juninho Pernambucano, Felipe e Luizão, ainda desperdiçou chances de marcar.

Atlético — a eliminação para o Raja

O jogador Ronaldinho Gaúcho do Atlético MG após a derrota do Atlético MG para o Raja Casablanca válida pela semifinal do Mundial de Clubes da Fifa 2013, no estádio da cidade de Marrakech em Marrocos, nesta quarta-feira (18)

O jogador Ronaldinho Gaúcho do Atlético MG após a derrota do Atlético MG para o Raja Casablanca válida pela semifinal do Mundial de Clubes da Fifa 2013, no estádio da cidade de Marrakech em Marrocos

Campeão da Libertadores de 2013, o Atlético Mineiro chegou ao Mundial de Clubes no Marrocos com a expectativa de disputar a final contra o Bayern de Munique. Antes disso, porém, precisava superar o Raja Casablanca na semifinal.

O time anfitrião venceu por 3 a 1 e eliminou o Galo. A equipe mineira, que contava com Ronaldinho Gaúcho, não conseguiu confirmar o favoritismo e deixou a competição antes da decisão.

Cruzeiro — a virada do Estudiantes

'Brujita' Verón deu sequência ao legado do pai com Libertadores de 2009 - EFE/MARCELO SAYAO

‘Brujita’ Verón deu sequência ao legado do pai com Libertadores de 2009 – EFE/MARCELO SAYAO

O Cruzeiro foi à final da Libertadores de 2009 depois de uma campanha consistente e decidiu o título contra o Estudiantes, da Argentina. Na partida de ida, em La Plata, as equipes empataram por 0 a 0. No Mineirão, o time mineiro abriu o placar e ficou perto de conquistar o tricampeonato continental.

O time platense reagiu, marcou duas vezes e venceu por 2 a 1. A equipe argentina, liderada por Juan Sebastián Verón, conquistou a Libertadores diante da torcida cruzeirense.

Grêmio — vice para o Ajax

Dinho, do Grêmio, no jogo contra o Ajax, na finalíssima do Campeonato Mundial Interclubes (Ricardo Correa)

O Grêmio chegou à decisão intercontinental de 1995 como campeão da Libertadores e enfrentou o Ajax, da Holanda, que havia conquistado a Champions League. Em Tóquio, as equipes empataram por 0 a 0 no tempo regulamentar e na prorrogação.

A decisão foi para os pênaltis. O Ajax venceu por 4 a 3 e ficou com o título mundial, impedindo que o Grêmio transformasse a conquista continental em uma temporada perfeita.

Internacional — queda para o Mazembe

Jogador do Mazembe comemorando gol durante jogo entre Mazembe 2 x 1 Internacional, partida válida pela semi-final do Mundial de Clubes da Fifa – Pier Giavelli/PLACAR

O Internacional chegou ao Mundial de Clubes de 2010 como campeão da Libertadores e tinha pela frente o Mazembe, da República Democrática do Congo, na semifinal. A expectativa era de uma final contra a Internazionale, da Itália.

O time africano venceu por 2 a 0 e eliminou os gaúchos. A derrota surpreendeu pelo favoritismo colorado e pela oportunidade perdida de disputar mais um título mundial. O goleiro Kidiaba ficou marcado pela comemoração que realizou após os gols,

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