Um grupo de torcedores da seleção marfinense não poderão acompanhar sua equipe na Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 11, pelo Comitê Nacional de Torcedores dos Elefantes (CNSE), órgão ligado ao Ministério do Esporte da Costa do Marfim. A impossibilidade de viagem se deve à negativa de vistos pelas autoridades americanas.
Julien Kouadio Adonis, presidente do CNSE, criticou as políticas de imigração dos EUA. Segundo Adonis, os torcedores desistiram de viajar porque os Estados Unidos “não querem ver torcedores de certos países como a Costa do Marfim em seu território” e “foram claros conosco ao dizer que não queriam ver nossos torcedores”. As rígidas políticas migratórias implementadas durante o governo Donald Trump são apontadas como a principal causa dessas dificuldades, impondo restrições a cidadãos de diversas nações.
As restrições de visto, porém, não afetaram apenas os torcedores marfinenses. Um árbitro da Somália, Omar Artan, teve sua entrada nos EUA negada e foi deportado no fim de semana anterior, impedindo sua participação na Copa do Mundo, mesmo tendo sido eleito o melhor árbitro africano em 2025.
As autoridades americanas alegaram suspeitas de vínculos de Artan com organizações terroristas para a negativa. Além da Costa do Marfim, outras seleções como Irã, Haiti e Senegal também enfrentam problemas semelhantes com as restrições de visto para seus cidadãos. Delegações de países como Iraque e Uzbequistão também relataram dificuldades, incluindo interrogatórios prolongados e inspeções rigorosas.








