Publicidade
Publicidade

Rodrigo Caio: ‘Tentam me rotular como bonzinho, mas não dou bola’

Marcado pela torcida do São Paulo por gesto de fair play em clássico contra o Corinthians, zagueiro tenta retomar sua carreira no Flamengo

Rodrigo Caio chegou ao São Paulo com 13 anos. Subiu para o profissional, virou titular, mas a falta de títulos e algumas falhas o levaram a passar de referência a descartável no clube, para torcida e dirigentes. Assim, foi parar no Flamengo, onde espera escrever nova história.

Publicidade

Nesta quinta-feira, 28, em entrevista ao Estado de S.Paulo, Rodrigo Caio disse sofrer preconceito por ter tido uma infância mais privilegiada que os colegas e comentou sobre o gesto de fair play contra o Corinthians de 2017 que marcou sua carreira – na ocasião, o árbitro deu cartão amarelo a Jô, mas retirou a punição após ser avisado pelo zagueiro de que o atacante não havia feito falta.

“Não me arrependo e me orgulho, mas respeito quem não faça o que fiz. Tentaram rotular que o Rodrigo é bonzinho. Não dou bola. O futebol que a gente vive é complicado. O zagueiro tem de ser duro e muitas vezes dar pancada para ter respeito. Procuro ser justo dentro de campo e isso me faz ser marcado, pois é apontado como algo negativo. Muitas pessoas tentaram inverter e me colocar como errado, já que o importante é ganhar, não importa como”, afirmou o zagueiro. Naquela oportunidade, Rodrigo avisou ao árbitro que Jô não cometeu uma falta que resultaria em amarelo para o atacante, durante clássico entre Corinthians e São Paulo.

Publicidade

O jogador negou ser mimado, apesar de não ter vivido uma infância pobre, como boa parte de seus companheiros de profissão. “As pessoas que me conhecem desde novinho sabem que não sou nada disso. Muita gente olha para a minha cara, vê que tenho um estilo um pouco diferente no futebol e já faz uma imagem de que minha vida é fácil. Mas passei por dificuldades. Eu abri mão de muita coisa, meus amigos e família sabem. Aprendi a respeitar, pois tudo isso me deixa mais forte”.

Rodrigo Caio também negou que foi reprovado em exames médicos de clubes europeus que tentaram sua contratação anos atrás, e disse que não foi por escolha. “No caso do Valencia, decidi não ir para lá. Durante a negociação, aconteceram coisas que não foram do meu agrado e achei que era melhor desfazer o negócio. Essa questão de se reprovado nos exames médicos te garanto que é mentira”, disse.

“No Atlético (de Madri) foi uma questão financeira, não entramos em acordo. Só no Barcelona que realmente fiquei perto de sair. Acertamos tudo, mas na hora de assinar, o Barça preferiu o Murillo (zagueiro colombiano), que já jogava na Europa (Valencia) e estava mais adaptado.”

Publicidade

Ao ser perguntado sobre as diferenças entre Flamengo e São Paulo, o zagueiro elogiou a torcida carioca. “A torcida do Fla é fanática e uma coisa gigantesca, nação mesmo. É sempre casa cheia.”

Continua após a publicidade

Publicidade