O presidente do Vasco, Pedrinho, indicou que a diretoria adotará medidas formais para questionar os termos do contrato de concessão do Maracanã. A instituição pretende revisar as regras da licitação pública que concedeu a gestão do estádio ao consórcio formado por Flamengo e Fluminense.
Motivos do impasse entre os clubes
A reação vascaína ocorre após sucessivos atritos gerados pela recusa da concessionária em ceder o estádio para jogos de grande porte do Cruz-Maltino. O clube carioca enfrentou dificuldades recentes para agendar partidas com alto apelo de público, como o duelo contra o Boca Juniors, pela Sul-Americana, que ainda não teve o local definido.
A cúpula vascaína alega que as justificativas técnicas apresentadas pela administração do estádio, como desgaste do gramado e conflitos de calendário, não possuem embasamento proporcional para impedir o uso do equipamento público.
Pedrinho também pontuou os problemas enfrentados pelo Vasco para jogar em São Januário, já que o uso do estádio próprio do clube é vetado por autoridades de segurança pública em clássicos estaduais.
“O critério técnico do Maracanã é muito simples. Eu quero jogar em São Januário, aí o Bepe não me garante a segurança. Sempre agradeci muito ao Bepe e continuo agradecendo, mas como eu já falei em outras entrevistas, me assusta muito a gente não conseguir jogar um clássico se a gente joga todos os jogos em São Januário. O Vasco leva uma desvantagem no Campeonato Brasileiro como mandante em duas partidas, não joga como mandante dois partidas. Mesmo sendo mandante no Maracanã quando é exercido esse direito”, disse Pedrinho.
Estratégia jurídica e próximos passos
Nos bastidores, o departamento jurídico do clube prepara contestações baseadas no edital original da licitação e em pareceres de segurança pública. O objetivo é demonstrar que o Maracanã dispõe de capacidade operacional para sediar os confrontos da equipe sem prejuízo ao cronograma esportivo do estado.
Com essa movimentação, o clube busca estabelecer segurança jurídica para exercer seu direito de atuar no estádio em compromissos ao longo da temporada.
“Com uma reestruturação institucional, (o Vasco) ainda vai incomodar muito mais pessoas. Agora, eu só não quero que façam covardia com o Vasco, porque se fizer eu vou lutar até o fim. Se tirar o Vasco (São Januário), eu vou pro Maracanã; se tirar o Maracanã, eu volto pro Vasco. Se tirar o Vasco de novo, eu vou lutar pelo Maracanã até eu poder exercer o meu direito que está em contrato”, afirmou o presidente vascaíno.









