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Os batalhões, os alemães e seus canhões

Por Carlos Maranhão6 min de leitura
O alemão Karlheinz Förster é marcado pelo brasileiro Cesar durante amistoso em 1981, na Alemanha
O alemão Karlheinz Förster é marcado pelo brasileiro Cesar durante amistoso em 1981, na AlemanhaBob Thomas/Getty Images

Para quem tem medo de bicho-papão, talvez bastasse citar uma pequena estatística. Nos 21 jogos que já disputou com a Alemanha, o Brasil ganhou doze – lá, cá e acolá -, empatou cinco e só perdeu quatro. Como retrospectos podem ser enganosos, pois nada impede que o vencedor de ontem seja o derrotado de hoje, vamos contar uma história para que as crianças possam dormir mais sossegadas.

Era uma noite amena de primavera. Em Steinheim, cidadezinha próxima a Stuttgart, dezenas de alemães, em sua maioria gordos e rosados (sempre achamos que eles são desse jeito, e em geral são mesmo), jantavam alegremente no restaurante do hotel Forshof. Bebiam cerveja e falavam alto. Uns e outros cantavam, embalados por doses de steinheger. Garçonetes loiras, sorridentes e apressadas serviam pratos de salsicha e joelho de porco.

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