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Marcelo Teixeira é eleito no Santos em meio a crise com inédita Série B

Vencedor do pleito neste sábado, 9, dirigente assume o sétimo mandato no clube e retorna 13 anos após a última gestão

SANTOS – Marcelo Pirilo Teixeira, 59 anos, foi eleito neste sábado, 9, como novo presidente do Santos pelos próximos três anos. O administrador de empresas e advogado retoma o cargo máximo do clube 13 depois da última gestão, encerrada em 2009. Ele já havia cumprido seis mandatos: o primeiro de 1992 a 1993 e os cinco últimos entre 2000 e 2009.

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Teixeira venceu com 4.762 votos (54,2%), superando Maurício Maruca, 1.378 (15,6%), Rodrigo Marino, 1.073 votos (12,2%), Ricardo Agostinho, 1.011 (11,5%), e Wladimir Mattos, 562 (6,4%). Ele foi eleito em pleito marcado por enorme tensão e confusão na Vila Belmiro.

O resultado assegura ao mandatário quase a totalidade do Conselho Deliberativo, uma vez que cada chapa precisa de pelo menos 20% para ter representatividade no órgão.

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O mandato do dirigente que conduzirá o clube paulista após o inédito rebaixamento à Série B será válido pelo próximo triênio – de 2024 a 2026. Ele prometeu já aposentar a camisa 10 de Pelé durante a disputa da Série B.

“Enquanto não subirmos não atuaremos com a camisa 10. Voltaremos, mas enquanto não voltarmos não utilizaremos essa que é a mais gloriosa”, disse em entrevista logo após sair vencedor. “Os votos são muito expressivos, pois demonstram confiança no nosso trabalho e projeto”, completou.

Na votação presencial que ocorreu em Santos, ele venceu em todas as dez urnas apuradas: 1.270 votos contra 194 de Rodrigo Marino, o segundo colocado. Assim como nos últimos anos, houve novo registro uma confusão. Desta vez, protagonizada por integrantes de uma das torcidas organizadas.

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O grupo de torcedores arrombou um dos portões de acesso ao ginásio Athiê Jorge Coury, onde ocorria a votação, e iniciou um conflito com trocas de agressões com seguranças contratados pelo clube.

O principal alvo era Celso Jatene, ex-secretário de Esporte de São Paulo e atual presidente do Conselho Deliberativo.

O problema foi controlado com reforço da Tropa de Choque da Polícia Militar. Segundo o delegado seccional de Santos, Rubens Eduardo Barazal, os responsáveis dispersaram rapidamente. Um deles foi detido.

A apuração foi iniciada por volta das 17h20, com um pequeno atraso para compensar a paralisação de quase vinte minutos devido a confusão.

Teixeira terá como vice Fernando Gallotti Bonavides, ex-presidente do Conselho Deliberativo do clube entre 2016 e 2017. Ele pede que a atual diretoria facilite a transição.

“A partir de amanhã vamos nomear as comissões de transições. Elas avaliarão todos os assuntos e departamentos do clube. Esperamos que haja um processo transparente e aberto, para agirmos de forma rápida. Precisamos ganhar tempo, de tomar atitudes para que o Santos tenha a oportunidade de entrar em uma temporada difícil em condições”, afirmou.

Maior alvo dos concorrentes, o gestor volta ao clube prometendo implementar um “choque de gestão” com cinco pilares de atuação: gestão profissional e futebol vencedor, base formadora, tirar do papel a nova arena, voltar a fazer a marca do Santos forte e futebol feminino.

Segundo o dirigente, ainda não há um nome para definir um novo gestor de futebol e até mesmo um treinador. Ele diz que as decisões “serão precedidas de uma avaliação rigorosa”, mas promete enxugar o elenco.

“É inegável que precisaremos reduzir o número atual de atletas que chega a cerca de cinquenta. O critério tem que ser qualidade, não quantidade”, explicou.

“Espero que o presidente Rueda, que assumiu a verba da antecipação de verba do Paulista, esteja rapidamente agendando a transição. O Santos negocia os direitos de TV aberta e fechada, imagens internacionais, queremos mostrar que o Santos terá audiência, camisa, equipe competitiva e será o mais atrativo da Série B. Queremos essa valorização”, completou.

Teixeira foi o último dos candidatos a formalizar a inscrição de sua chapa e diz que o retorno tem como base um clamor para ajudar o clube, em situação semelhante a que encontrou no início do atual século.

“Se a situação já era difícil, agora ficou dificílima, é fato. Mas vou usar a minha experiência e liderança para reerguer o Santos. Vou renegociar patrocínios e cotas de televisão”, prometeu.

Durante os debates, o dirigente foi atacado pelos adversários políticos por uma declaração polêmica dada em 2009, enquanto ocupava o cargo, à Santa Cecília TV, emissora de sua universidade.

Na ocasião, disse que o Santos não teria forças para retornar caso caísse. Ele disse que a frase foi tirada de contexto.

 

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