Em audiência realizada entre abril e maio de 2026, Gianinna Maradona, filha do lendário jogador Diego Maradona, afirmou ter ocorrido uma “manipulação total e horrível” por parte da equipe médica e do círculo próximo ao ex-jogador.
O depoimento de Gianinna Maradona
Durante a fala, Gianinna descreveu o ambiente que cercava o pai nos meses que antecederam o falecimento, em 25 de novembro de 2020. Segundo a filha, a família foi induzida a aceitar uma internação domiciliar que não oferecia as condições necessárias para o quadro clínico de Maradona, que teve gol transformado em moeda na Argentina. Ela relatou sentir-se enganada pela equipe responsável, que teria isolado o ídolo dos familiares.
Acusações contra a equipe médica
A denúncia aponta diretamente para profissionais que acompanhavam o tratamento de Diego. Entre os citados estão o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz. De acordo com o relato, esses profissionais teriam exercido influência indevida sobre o entorno do jogador. Outros nomes, como a médica Nancy Edith Forlini e os enfermeiros Ricardo Almirón e Mariano Ariel Perroni, também figuram entre os sete acusados no processo.
O processo judicial em curso
O julgamento, iniciado em abril de 2026 na cidade de San Isidro, busca determinar a responsabilidade dos profissionais de saúde no óbito, causado por uma crise cardiorrespiratória. Conforme o portal UOL, o painel de especialistas que analisou o caso classificou a assistência prestada como “inadequada, deficiente e imprudente”. Os réus respondem por homicídio com dolo eventual, crime que prevê penas de 8 a 25 anos de prisão caso a acusação de que os profissionais tinham consciência dos riscos seja comprovada.









