Mauro Cezar Pereira foi um dos 40 votantes da eleição de PLACAR que listou os 100 maiores jogadores de todos os tempos. O jornalista com passagem pela revista, atualmente no Uol, Cultura e Jovem Pan Esportes, apontou Pelé como o número 1, mas viu Diego Armando Maradona ainda à frente de Lionel Messi.
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“O Maradona é o maior ídolo da história do esporte. Não é o maior jogador de futebol, mas é o maior ídolo. Nenhum atleta, vivo ou morto, foi, é e eu diria que será idolatrado como o Maradona por argentinos e napolitanos”, argumentou Mauro Cezar.
“Em Nápoles, a relação é do mais bonito dos sentimentos, que é a gratidão, isso é muito bonito. Você sente a gratidão no ar. E o mesmo acontece na Argentina, porque ele foi um cara que, mesmo com suas idiossincrasias, sempre esteve ao lado do povo e o povo o ama incondicionalmente. É um ídolo absurdo”, prosseguiu Mauro, que, no entanto, vê Pelé como insuperável.
“A gente não pode ignorar o que foi o Pelé no futebol. A melhor definição que ouvi é que ele era um 10 porque ele era 9.5e em tudo. Fazia tudo bem num jogo de futebol. […] Ele fazia tudo muito perto da perfeição, além de ganhar três Copas do Mundo, tornar o Santos um dos clubes mais conhecidos no mundo, a camisa branca com o número 10 é uma marca muito pesada”, analisou.
Confira mais aspas de Mauro Cezar à PLACAR TV
Messi (3º colocado)
“Não encontro uma palavra para definir o futebol do Messi. No Catar, além de liderar o time em campo, liderou do ponto de vista da união dos atletas com técnico e torcida, que era fundamental para a Copa do Mundo. Quando olho para trás, lembro do Messi mais introvertido, jogando, jogando, você percebe que há uma mudança de comportamento. Ele sai de apenas um jogador genial para ser uma liderança. Foi um tremendo upgrade para um jogador que já era extraordinário.”
Zico (4º colocado)
“Zico é o maior jogador brasileiro depois que o Pelé parou de jogar, isso para mim é uma coisa muito óbvia. O Zico era um camisa 10 completo, a única coisa que ele não sabia fazer era devolver uma porrada. Aliás, até nisso o Pelé era bom. Mas o Zico lançava, passava, fazia gol de cabeça, de perna direita, esquerda, batia escanteio…e era um líder absurdo. ”
Garrincha (6º colocado)
Poderia até ocupar uma posição mais acima se sua carreira fosse mais longeva e constante. Por conta das questões pessoais que conhecemos, ele teve um auge muito curto. Vai de 1958 até 1963, 1964, não mais que isso. Ele poderia ter feito muito mais do que fez, mas numa época em que a Copa do Mundo tinha mais importância do que hoje, ele foi fundamental em 1958 e que ganhou a Copa de 1962 quando o Pelé sai machucado. Isso mostra o quanto era decisivo, além de talentoso.”

Edição 1533 de PLACAR elege os 100 Maiores de Todos os Tempos










