O Sheffield Wednesday entrou para história negativamente ao perder por 2 a 1 para o Sheffield United, o maior rival do clube, e confirmar o rebaixamento mais precoce da história do futebol inglês, com 13 rodadas antes do fim da Championship, a segunda divisão inglesa.  O time inglês sofreu com deduções de 18 pontos após irregularidades financeiras.

O mesmo aconteceu com o Leicester, que foi punido pela Federação Inglesa (FA) com a perda de seis pontos, e agora ocupa a 23ª posição e está na zona de rebaixamento.

Sanções pelo descumprimento das regras do Fair Play Financeiro não são algo incomum no futebol europeu. Na temporada 2023/24, o Everton perdeu 10 pontos na Premier League por violar as regras de rentabilidade e sustentabilidade da liga.

A Juventus também enfrentou sanções da Uefa e da Serie A, na temporada 2022/23. A Velha Senhora teve 10 pontos retirados na liga italiana e, no ano seguinte, foi removida da Conference League e recebeu uma multa de 20 milhões de euros.

TIme tem -1 ponto e apenas uma vitória na competição - Sheffield Wednesday/Divulgação

Tim inglês tem -1 ponto e apenas uma vitória na competição nacional – Sheffield Wednesday/Divulgação

O cenário internacional, impulsionado pelas recentes punições de Leicester e Sheffield Wednesday, reflete diretamente no futuro do futebol brasileiro, pois a CBF implementou o seu próprio Fair Play Financeiro em janeiro de 2026, que está em um período de transição que se estende até 2030. No ano passado, apenas três clubes da Série A seriam aprovados nos critérios do modelo regulatório da CBF: Flamengo, Palmeiras e Juventude.

“O cenário de Leicester e Sheffield Wednesday na Inglaterra serve como um alerta para o futuro do futebol brasileiro. Muitos clubes ainda se apoiam na ideia de que resultados esportivos são necessários para garantir o equilíbrio econômico. No entanto, os casos recentes mostram que o descumprimento das regras de fair play financeiro pode resultar em punições severas, como perda de pontos e restrições administrativas, independentemente do desempenho em campo. Com o novo Fair Play Financeiro da CBF, a adoção de gestões profissionais, com responsabilidade financeira e boa governança, é necessária para evitar sanções semelhantes no Brasil”, afirma Moises Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças no futebol.